Istambul

Embarquei para Istambul às 23h do dia 01/08 em São Paulo. Como comprei a passagem para Dublin por uma empresa aérea da Turquia, era necessário fazer uma conexão lá em Istambul. O voo foi muito tranquilo, acho que dormi cerca de 6h. Da janela do avião, consegui ver o deserto do Saara e também a cidade de Palermo, na ilha da Sicília!
A chegada em Istambul foi às 17h da tarde (no fuso de lá). Passei pelo controle de passaportes, que é bem tranquilo, pois não é necessário visto prévio e não te fazem nenhuma pergunta, nem exigem nada. Depois fui procurar o Hotel Desk da Turkish Airlines no aeroporto, pois eu tinha visto no site da empresa, que ela oferecia hospedagem gratuita para quem tivesse que ficar mais de 10h em Istambul aguardando a conexão. Lá no Hotel Desk conheci um brasileiro que também estava indo pra Dublin. Uns 30 minutos depois uma van da Turkish nos levou para o hotel e lá conhecemos mais uns brasileiros e resolvemos sair juntos pra conhecer o centro da cidade.
Como o hotel era bem afastado do centro da cidade, foi bom andar em grupo, pois pudemos dividir um táxi e conhecer vários locais. Primeiro fomos na Sultanahmet, uma praça onde estão algumas construções históricas de Istambul, como a Basílica de Santa Sofia e a Mesquita Azul. Como já era noite, não pude entrar em nenhum desses lugares. Pude ver algumas pessoas em frente a uma mesquita, tirando os calçados e fazendo a posição para rezar. Vi também muitas mulheres com véu na cabeça ou vestindo a burca. Mesmo considerando a burca uma opressão contra as mulheres, foi interessante ver de perto uma cultura tão diferente.

Paramos para comer um ótimo kebab e comemos mais uma coisa que não lembro o nome, mas eram uns vegetais ralados e enrolados numa folha. Os turcos gostam muito de tomate e de pepino, os servem até no café da manhã! Azeitonas e frutas secas são bem populares por lá também. No café da manhã do hotel, conheci uns queijos, mortadelas e salsichas bem diferentes.
Depois de comer, caminhamos mais um pouco pelos arredores e, em seguida, pegamos um táxi para passar para a parte da cidade chamada de Gálata. Lá caminhamos pela avenida Istiklal, uma rua de pedestres como as que existem em qualquer grande cidade. A Istiklal parece interminável e, mesmo à noite, com poucas lojas abertas, havia muita gente circulando.
Depois de quase 30 minutos caminhando, pegamos um táxi pro hotel. O taxista era um maluco que em grande parte do trajeto andou a mais de 150 km/h! Em alguns momentos, o ponteiro bateu nos 200 km/h! Nessa rodovia que a gente estava, o limite de velocidade era 120 km/h… Tentamos pedir pra reduzir, mas ele não levou a sério. Então, o único jeito foi curtir a experiência e respirar aliviado após cada curva e ultrapassagem que o maluco fazia. Pra completar, ele não conhecia a rua do hotel e teve que dar algumas voltas no bairro pra encontrar. Lá em Istambul me pareceu muito comum dirigir sem cinto de segurança.
Gostei muito do verão de Istambul. Início de noite com temperatura agradável, muita gente nas praças e nas ruas até tarde e muita diversidade de culturas.
Minha primeira passagem por Istambul terminou aí. No outro dia, só deu tempo de tomar café e ir para o aeroporto pegar o voo pra Dublin.
Volta
Na viagem de volta para o Brasil, cheguei mais tarde em Istambul, por volta de 20h30. No controle de passaportes, o oficial era um cara jovem, mais ou menos da minha idade. O cara olhou a capa do passaporte e falou: “Ohhh! Brazil!!! I like Brazil!“. Daí carimbou o passaporte sem pensar duas vezes, me perguntou como se fala “Hello!” em português e disse que gostava muito do futebol brasileiro. A recepção amistosa e a temperatura mais amena me lembraram que o frio irlandês tinha ficado pra trás.
Fui ao Hotel Desk solicitar a hospedagem e dessa vez tive mais sorte: me colocaram num hotel bem perto do centro da cidade! Quando cheguei no hotel já passava das 21h, então não me aventurei a sair pela cidade. Só procurei um lugar perto do hotel pra comprar algo pra comer e procurei saber se era seguro sair de manhã cedo pra conhecer alguns locais.
No quarto do hotel, fiquei assistindo a Al Jazeera em inglês até o sono chegar. O tema principal era a iminente queda de Kadafi na Líbia. Depois passou um documentário que achei interessante sobre a discriminação sofrida por muçulmanos nos Estados Unidos, principalmente após o 11 de setembro.
No dia seguinte, acordei às 5h30 da manhã, tomei banho e peguei um táxi para visitar novamente a Sultanahmet Square, mas agora com luz do sol. Depois andei por algumas ruas até a orla do belo Mar de Mármara. Muitas fotos depois, voltei para o hotel para tomar café e pegar a van para o aeroporto.

Alguns pontos sobre Istambul:
- Pouca gente fala inglês em Istambul. Taxistas, garçons e vendedores geralmente sabem pouca coisa além de dizer o preço dos produtos, hello e thank you. Penso que é um lugar muito interessante pra voltar e conhecer melhor, porém o ideal seria saber falar a língua turca pra poder conversar com as pessoas e conhecer a fundo a cultura do lugar.
- Antes de viajar, eu assisti um documentário chamado “Crossing the bridge – The sound of Istanbul“. É um bom documentário sobre a música de lá.
Algumas fotos…
As fotos são quase todas da viagem de volta, pois a câmera que eu levei não funciona bem com pouca iluminação.


















