Chegada a Buenos Aires

Após o FISL, peguei um ônibus em Porto Alegre no final da tarde do dia 24 de julho e parti para Buenos Aires. A viagem demorou mais ou menos 20 horas, porém ficamos parados cerca de 2h na aduana logo que entramos na Argentina.

A primeira impressão de Buenos Aires não foi boa. Dia chuvoso, uma névoa cobria a cidade, deixando-a completamente cinza. Eu também estava um pouco apreensivo por estar sozinho em outro país.

Cheguei por volta das duas da tarde e peguei um taxi na rodoviária até o hostel. Após tomar um banho e arrumar minhas mochilas no armário do hostel, fui procurar um lugar para almoçar. Acabei indo parar em um café da Avenida de Mayo. O lugar parecia estar na década de 60, tanto pelo ambiente quanto pela idade das pessoas que frequentavam. Pedi um filé de merluza com batatas fritas. Um ou dois minutos depois, a garçonete me traz um pirex com uns peixinhos parecidos com sardinha e umas azeitonas. Inicialmente cogitei que teria entendido errado o que estava escrito no cardápio, mas depois vi que é costume nos cafés argentinos servir algo como entrada até que o prato solicitado fique pronto.

Entretanto, o prato principal não me agradou. A merluza não tinha sabor algum e as batatas fritas estavam murchas e ensopadas de óleo! Por conta da chuva, passei o restante do dia no hostel. Estava tão assustado com a chegada na cidade que pensei em antecipar a volta ao Brasil.

No dia seguinte, porém tudo mudou. Céu azul e pouco frio. Pela manhã fui pra minha primeira aula de espanhol e gostei bastante. Na hora do almoço, descobri o “Cabildo de Buenos Aires”, um café com ambiente legal, boa variedade de pratos e preço bom. Resolvi não arriscar e pedi um spaghetti com molho quatro queijos! A entrada dessa vez foi mais saborosa: um pastelzinho de carne e uma mini fatia de pizza! O spaghetti me agradou tanto que voltei a comer no “Cabildo” outras quatro ou cinco vezes.

Viagem pelos pampas – Preparativos

Nesta terça-feira embarco para uma viagem pelos pampas. Visito pela segunda vez o inverno Porto Alegrense e participo do FISL 11 (Fórum Internacional de Software Livre). Depois parto de ônibus para Buenos Aires, onde pretendo ficar por 12 dias. Nesse período, farei um curso de espanhol em um turno do dia e conhecerei a cidade no restante do tempo. Na volta, pretendo atravessar o Rio da Prata de barco e conhecer Colônia do Sacramento e Montevidéu. Se der tempo, passo por mais algumas cidades do Uruguai ou do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, pego um vôo para Uberlândia, onde visitarei uma grande amiga. Dia 16 de agosto retorno para a rotina.

Durante a viagem pretendo relatar as experiências aqui no blog e reanimar esse espaço que anda tão abandonado…

Novos livros

“Pra ser sincero”, de Humberto Gessinger, um dos artistas que eu mais admiro. É um livro sobre a trajetória deste com os Engenheiros do Hawaii e agora com o Pouca Vogal. Contém comentários sobre cada ano de carreira e cada um dos discos e sobre algumas das 123 músicas cujas letras estão no livro. Comprei na promoção de pré-venda e recebi o livro autografado por Gessinger e ainda uma camiseta comemorativa.

Em janeiro, também comprei o “Na natureza selvagem” e o “Mar sem fim”. O primeiro, mesmo não sendo como eu esperava, gostei muito! Conta a história de Chris McCandless, um cara que abandona carro, carreira e família e começa a viver viajando de carona pelos EUA, até que decide ir passar um verão isolado no Alaska.

Eu já havia visto o filme há mais de um ano e esperava que o livro tivesse uma linguagem literária, no entanto, ele tende pra algo mais documental, próximo de uma grande reportagem. Mesmo assim, vale muito a pena ler, ver o filme e baixar a trilha sonora, composta e gravada pelo Eddie Vedder.

Já o “Mar sem fim”, eu vou começar nas próximas semanas. Este é o único livro do Amyr Klink que eu ainda não li. O tema deste é a volta ao mundo realizada por Klink, navegando em solitário num veleiro abaixo da convergência antártica.

Tenho me interessado por livros sobre viajantes aventureiros. O próximo que quero ler é o diário da viagem de Che Guevara pela América do Sul.

Itacaré

Dois dias em Itacaré recarregando as energias com praia, água de coco, cochilos na rede e música.

Apesar de um pouco longa, a viagem de ônibus foi um das mais relax que eu já fiz. O segredo? Um cartão de memória de 4 GB no celular com muita música (inclusive o disco novo do Pouca Vogal), um livro e nenhuma preocupação com horários, trabalho, estudos e qualquer outro compromisso.

Fórum da culturadigital.br, hackitectura e São Paulo

Em meados de novembro estive em São Paulo para participar do Fórum da Cultura Digital Brasileira, um evento com o objetivo de discutir as políticas públicas de cultura digital do Ministério da Cultura. Gostei bastante do resultado do evento: boas apresentações, os/as participantes fizeram boas intervenções e à noite rolaram uns shows legais de alguns artistas que liberam as músicas na internet.

Lá no fórum conheci Pablo de Soto, do Hackitectura, um coletivo espanhol composto por hackers e arquitetos e que trabalham com a interseção de arquitetura, cartografia, tecnologia, redes sociais e ativismo. Assisti uma palestra de Pablo no espaço Ay Carmela sobre cartografia como ativismo político, na qual ele mostrou um pouco da produção do Hackitectura. Eles têm produzido uma série de mapas a respeito da repressão aos imigrantes no estreito de Gibraltar e também mapas abordando a ocupação palestina. Fiquei de cara quando soube que eles usam Pure Data pra produzir os mapas! Quem se interessar em saber mais sobre o assunto, pode baixar o livro que eles publicaram.

Também reencontrei muita gente lá em São Paulo: vários companheiros/as do Estúdio Livre e da MetaReciclagem e alguns amigos/as lá de Aracaju.

Clique nas fotos pra ver em tamanho grande.



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