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Retorno do submarino – 1º dia de gravação

No sábado passado, aconteceu o primeiro dia de gravação do documentário “O retorno do submarino alemão”. Essa é a primeira vez que trabalho num vídeo com uma produção mais “profissional”.

Sempre fiz vídeos de forma bem amadora, na base do “do it yourself”, e gosto desse estilo de produção. Não tenho pretensões de fazer meus projetos de forma mais elaborada, concorrer a editais, etc. Simplesmente quero continuar fazendo vídeos que mostrem o que eu acho importante que as pessoas vejam, sem me importar muito com a inovação artística ou com qualidade técnica.

No entanto, tem sido uma experiência interessante trabalhar nesse documentário. Primeiro, porque a gravação não teve o stress que é comum haver nesse tipo de produção. Segundo, porque o meu trabalho no projeto é orientar jovens que estão tendo sua primeira experiência com produção audiovisual.

Naquele dia, gravamos quatro entrevistas para o documentário e mais umas imagens de um cemitério onde estão os corpos de alguns dos náufragos brasileiros. Na primeira entrevista foi a que tivemos mais problemas, principalmente porque ainda não estávamos com muita agilidade na montagem e no ajuste dos equipamentos. Também tivemos problemas com ruídos externos: carros e motos passando a todo momento pela rua, vizinhos barulhentos e até latido de cachorro!

As entrevistas seguintes foram realizadas no Povoado de Areia Branca, que, por estar bem afastada da cidade, não nos causou tantos problemas com ruído. De vez em quando, aparecia um carro de som e tínhamos de parar a entrevista, mas não atrapalhou muito nosso trabalho. Além disso, gastamos menos tempo montando e desmontando os equipamentos.

Em breve, mais novidades, fotos e vídeos da gravação do documentário…

O retorno do submarino alemão

submarino alemão

Estou trabalhando num documentário chamado “O retorno do submarino alemão”. O documentário é um projeto do meu amigo Rubens e vai abordar os naufrágios de navios brasileiros na costa de Sergipe durante a segunda guerra mundial.

No ano de 1942, três navios brasileiros foram afundados por submarinos alemães na costa de Sergipe, causando a morte de mais de 600 pessoas. Estes foram os naufrágios que causaram o maior número de mortes de brasileiros durante a guerra e também gerou um sentimento de revolta na população contra os países do eixo e contra o governo Vargas, que até então se mantinha neutro em relação à guerra.

A proposta do documentário não é apenas resgatar esse fato histórico, mas principalmente trabalhar com a memória daqueles que viveram de perto os acontecimentos. Para isso, iremos entrevistar pessoas dos povoados de Areia Branca e do Mosqueiro [localizados ao sul de Aracaju, próximo do local onde muitos corpos e destroços dos navios foram encontrados] resgatando as lembranças que eles têm dos naufrágios.

Além disso, o Making of do vídeo será feito por jovens do povoado de Areia Branca. Fizemos algumas oficinas de vídeo na escola do povoado e já temos sete jovens para participar da produção do Making of. Minha função é, inclusive, coordenar essa galera durante os dias de filmagem e na edição do making of.

Eu e Rubens já estamos há alguns meses realizando exibições de filmes na escola do povoado. Exibimos longas e curta-metragens nacionais e também dois vídeos que nós filmamos no próprio povoado. O primeiro é sobre o grupo de samba de coco de Areia Branca e a festa que eles realizam anualmente no povoado. Sobre o segundo vídeo, falarei em um post futuro.

As filmagens do documentário começam no próximo sábado e vão até o final de fevereiro.

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