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Artigo publicado em ebook

Hoje descobri que um artigo que escrevi com Alene Lins e Sule Sampaio foi publicado no ebook “Ética, Hacker e a Educação“, organizado pelos professores Sérgio Amaral (Unicamp) e Nelson Pretto (UFBA). O artigo em que contribuí chama-se “Cultura Digital e Comunidades de Software Livre: uma Prática Colaborativa“.

O livro é resultado da produção da disciplina “Ética Hacker e Educação”, que foi ministrada simultaneamente na UFBA e na UNICAMP. Cursei essa disciplina como aluno especial na UFBA no semestre 2009.2 e, na ocasião, inclusive organizamos um seminário. O ebook está disponível para download gratuito e, infelizmente, acho que esqueceram de colocar uma licença Creative Commons nele…

Um preto e branco diferente com o GIMP

O Gimp conta com uma biblioteca de processamento de imagens chamada GEGL, o qual possui um efeito de Preto e Branco bem interessante. Vou mostrar como utilizá-lo.

Abra uma imagem colorida no Gimp.

Acesse o menu Ferramentas -> Operação da GEGL. Na janela de diálogo que vai se abrir, selecione a operação c2g.

Eu geralmente uso a configuração padrão, mas você pode tentar parâmetros diferentes para a operação. Esse efeito exige bastante processamento da máquina, então demora alguns segundos para ser aplicado na imagem.

O resultado:

Compare com o preto e branco tradicional do Gimp:

Encontro Mineiro de Software Livre – 2010

Semana passada participei pela primeira vez do Encontro Mineiro de Software Livre, realizado na Universidade Federal de Uberlândia. Apresentei um mini-curso de Inkscape e uma palestra sobre softwares livres para edição de vídeo.

O evento teve um público bem pequeno, no entanto foi bem produtivo em debates, conversas e contatos. Pude ver uma muito bem humorada palestra  sobre geometria computacional com Ole Peter Smith, dinamarquês e professor da Universidade Federal de Goiás. Outra palestra interessante foi a do Wendell Gonçalves sobre software livre e educação, a qual mostrou alguns pontos de vista sobre esse tema que eu ainda não tinha contato.

Além disso, aconteceram duas boas desconferências. Numa delas, discutimos sobre o conceito de Liberdade no Software Livre. Já no sábado, tivemos a presença de dois integrantes do Circuito Fora do Eixo, os quais afirmaram o interesse ideológico da FdE em migrar para software livre, e discutimos como o movimento software livre pode colaborar para isso. Pra quem não conhece, o Circuito Fora do Eixo é uma rede de coletivos culturais de todo o país que trabalha com princípios como a economia solidária e o cooperativismo.

Outro bom momento foi a palestra do Nighto sobre Open Street Map. Quando voltei pra casa, me cadastrei e já fiz várias contribuições. Uma coisa divertida de colaborar com o OSM é relembrar os lugares em que estive em Uberlândia. Também já fiz algumas edições nos mapas de Aracaju e Salvador.

Gostei bastante do EMSL e agradeço a excelente recepção e atenção da turma que organizou o evento (tivemos até coffee break com pão de queijo!). Disponibilizo aqui os slides da palestra “Análise dos softwares livres para edição de vídeo”. Faça o download dos slides em PDF (585kb) ou em ODP (928kb).

FISL 11 e Porto Alegre

De 20 a 24 de julho, participei da 11ª edição do Fórum Internacional de Software Livre. O FISL esse ano me agradou mais do que a edição anterior. Percebi uma diversidade maior de temas na programação e acho que consegui escolher melhor as palestras do que no ano passado.

Assisiti boas palestras sobre HTML5, ministradas pela equipe da Fundação Mozilla, os quais mostraram alguns recursos que o HTML5 + javascript proporciona para o vídeo na web. Por falar em javascript, acho que essa é uma linguagem que vale a pena estudar  atualmente, pois abre muitas possibilidades quando usada com o HTML5.

Encontro LGM Brasil

Um momento importante do FISL, foi o encontro LGM Brasil, que reuniu algumas pessoas que colaboram/trabalham com softwares gráficos livres. Um dos temas discutidos foi a possibilidade de realizar o encontro LGM Internacional no Brasil em 2012. Consideramos que, a menos que consigamos um forte apoio de algum orgão estatal, seria muito difícil realizar o encontro aqui, pois boa parte dos desenvolvedores vivem na Europa e América do Norte. Como o custo das passagens é bastante alto e seria prejudicial para o LGM se muitos desenvolvedores não conseguirem vir. Além do encontro, a programação contou com várias palestras sobre os softwares gráficos.

Além disso, vi uma excelente palestra sobre o Open Street Map, um projeto colaborativo para a criação de mapas sob licenças livres . O mapeamento pode ser feito por meio de um aparelho GPS ou pelo site do projeto, com base nas fotos de satélite que o Yahoo disponiblizou. Em cidades como Berlin e Londres, as informações do Open Street Map são mais completas do que as do Google Maps. O OSM foi a principal fonte de informação para as equipes humanitárias que atuaram no Haiti após o terremoto. Em apenas 48 horas, pessoas do mundo todo ajudaram a mapear grande parte da região atingida pelo terremoto.

Mesa - Licenciamento de Software Livre
Foi muito boa também a palestra do JS sobre DRM, as mesas “Professor, um jeito hacker de ser”, composta  por Nelson Pretto, Sérgio Amadeu e Adriano Teixeira, e a de licenciamento de software livre, as lightning talks do pessoal da #horaextra, entre outras…

Em Porto Alegre, não consegui visitar muitos lugares, pois a programação diária do FISL foi de 12h. Este ano, o clima estava menos frio do que no ano passado. O ruim foi que nos dois primeiros dias choveu bastante e o sol praticamente não apareceu. Como fiquei hospedado no centro da cidade caminhei bastante por lá e aproveitei para conhecer o mercado público (mas esqueci de fazer fotos). Quando eu retornar da Argentina e Uruguai, pretendo passar pelo menos um dia andando por PoA.

Pyroom

Tela software Pyroom

Hoje instalei o Pyroom, o objetivo dele é retirar os elementos da tela que nos distraem enquanto escrevemos. Aquele menuzinho (presente na imagem acima) aparece apenas se clicarmos com o botão direito do mouse. Além disso e do comando de ajuda (CTRL+H), o Pyroom não tem mais nenhum outro menu ou botão.

Escrevi o último post do blog (e também este) utilizando ele e me parece que cumpre bem o objetivo. Apesar de algumas notificações ainda aparecerem na tela, você não vai clicar toda hora no ícone do Instant Messenger, não vai alternar as janelas tanto quanto se estivesse num editor de texto comum e nem se preocupar com a formatação. Claro que não é garantia de concentração, no entanto pode ajudar.

Por enquanto, funciona apenas em GNU/Linux.

Site: http://pyroom.org

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