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Como copiar vídeos de qualquer site e em qualquer formato para o seu computador

Há muito tempo, postei aqui no blog uma forma bem fácil de copiar vídeos do youtube no GNU/Linux. Bastava esperar o vídeo carregar no navegador e ir lá no /tmp/ e copiar o arquivo pra outra pasta. Eu usava bastante isso. Porém com uma mudança no plugin do Adobe Flash e com o uso de HTML5 no You Tube, essa técnica passou a não funcionar mais.

Há uns meses, Liquuid postou em seu blog como copiar vídeos carregados com o novo plugin Flash, porém descobri uma forma mais fácil e rápida e que funciona também com vídeos em sites que já estão utilizando HTML5.

Primeiro espere o vídeo ser carregado totalmente no Firefox (creio que essas instruções funcionam em outros navegadores também, desde que rodando no GNU/Linux). Quando finalizar o carregamento, execute o comando:

ps aux | grep firefox

O resultado será algo parecido com isso:

wille     1366  9.7 17.9 1511896 547344 ?      Sl   17:42  13:17 firefox
wille     1444  3.8  2.9 592744 90248 ?        Sl   17:42   5:16 /usr/lib/firefox/plugin-container /usr/lib/mozilla/plugins/libflashplayer.so -greomni /usr/lib/firefox/omni.jar 1366 plugin
wille     2648  0.0  0.0   8576  1016 pts/0    S+   19:58   0:00 grep firefox

Preste atenção nos números em negrito. São os números de processo do firefox e do plugin flashplayer, respectivamente.  Daí, basta abrir o diretório /proc/1366/fd/ ou o /proc/1444/fd/ no Gerenciador de Arquivos e, pelo ícone do arquivo, é possível identificar qual é o arquivo do vídeo que está carregado no Firefox. Uma dica: se o vídeo foi carregado com HTML5, geralmente ele está no diretório do processo do firefox, se foi carregado com flashplayer, tá no outro.

nautilus abrindo o diretório citado acima

Porém, não dá pra usar o Nautilus para copiar, pois esse arquivo que aparece na tela é apenas um link para um outro arquivo que já foi deletado, assim utilize o terminal para fazer a cópia (quem não sabe copiar pelo terminal, estude o comando cp).

É bom lembrar que esse tutorial é válido para qualquer site de vídeo, não apenas o You Tube.

Atualizando…

Mais uma vez, deixei o blog bastante tempo abandonado… para compensar, vou tentar resumir alguns acontecimentos desse período.

FISL
Esse ano não fui ao FISL… apesar de ter conseguido assistir bastante coisa pela TV SL, fiquei arrependido de não ter ido. A programação tava muito interessante, com vários temas novos e debates importantes. Bateu também saudade de Porto Alegre! Pretendo ir na Latinoware esse ano e talvez no Encontro Nordestino de Software Livre, em Maceió. No ano que vem, não quero faltar ao FISL.

OpenStreetMap
Tô colaborando bastante com o OpenStreetMap, um projeto que tem o objetivo de produzir mapas colaborativamente na rede e com a mesma filosofia do software livre (usar e modificar livremente os mapas desde que mantenha essa mesma liberdade). Recebi um aparelho de GPS emprestado do OSM Brasil e consegui envolver mais alguns professores e alunos da UFRB em um projeto de mapeamento das cidades do Recôncavo. Além de produzir o mapa das cidades, vamos fazer um pequeno mapeamento cultural, disponibilizando informações em texto, foto, áudio e vídeo sobre os locais mais relevantes da cidade. Pedalei 14 km em Cachoeira com o GPS para fazer o mapeamento de grande parte da cidade. O resultado disso já tá no OSM.

Deixando o recôncavo de lado, também já tracei e identifiquei as ruas de vários bairros de Brumado, minha cidade natal, mas como lá tinha disponível imagens de satélite, não precisei percorrer as ruas com o GPS. Uma questão que tenho pensado a respeito, é como envolver mais gente nesse processo de modo que a atualização dos dados do mapa posteriormente não dependa apenas de mim.

Curso de GNU/Linux
Ministrei um curso de Introdução ao GNU/Linux para alunos de Ciências Exatas da UFRB. Gostei do resultado, apesar de 2/3 da turma que só estava lá por causa do certificado, tinha 1/3 com muito interesse em aprender… Algo que me agradou muito é que consegui ser bastante organizado, preparei bem as aulas e os slides. O ruim foram as dificuldades na infraestrutura do laboratório (computadores problemáticos e internet lenta). Utilizei o Ubuntu 10.10 no curso. No segundo semestre vou ministrar esse curso pelo menos pra mais uma turma. Tô a fim de organizar um grupo pra estudar Python e fazer uns coding dojos.

Estudos
Em relação aos estudos, desde abril me perdi na desorganização. A única coisa que tenho conseguido estudar é Inglês. Tenho utilizado os Podcasts do ESL Pod, algumas coisas da BBC Learning English e uma gramática que comprei ano passado. Por falar nisso, vou pra Dublin (Irlanda) em agosto fazer um intensivo de inglês de duas semanas. Preferia viajar pela América do Sul, mas tenho sentindo muita necessidade de compreender e falar inglês minimamente bem. A viagem tem conexão em Istambul na ida e na volta e como o tempo de espera é bem longo, acho que vou conseguir dar uma volta pela cidade. Eu deveria ter me atentado dessa possibilidade e escolhido vôos com um intervalo ainda maior em Istambul…. Comecei a estudar um pouco da língua turca, só pra dizer bom dia, obrigado, etc e tal…

Configurando Xerox Phaser 3428 no GNU/Linux

Essa semana tive problemas para configurar a impressora de rede Xerox Phaser 3428 na minha máquina do trabalho. A impressora era reconhecida, mas não aceitava os trabalhos enviados. Pesquisei um pouco e encontrei a solução: adicione a impressora normalmente, porém escolha o driver Xerox Phaser 3450, ao invés do 3420 ou 3425, como mostrado na imagem abaixo. Testado no Ubuntu 9.10.

Configuração da Xerox Phaser 3428

Minhas impressões do Arch Linux e do KDE 4.1

Já estou usando Arch Linux (versão 64 bits) há mais de um mês. Antes disso, eu estava utilizando o Slackware, mas, influenciado pelo relato do Liquuid, resolvi testar o Arch.

A instalação do Arch é bem parecida com a instalação do Slack, a maior diferença é que o disco de instalação do Arch tem apenas 380 MB e contém apenas a base mínima de um sistema GNU/Linux. Com isso, a pós-instalação dá um pouco de trabalho, é necessário consultar alguns tutoriais pra não ficar perdido depois de instalar a base do sistema. Tive problemas também para configurar o pppd (tenho uma conexão da vivo em que é necessário usar o pppd para conectar). Por sorte, eu estava com um notebook de um amigo em casa, daí copiei os arquivos de configuração do pppd de lá e consegui conectar à internet.

Gostei muito do pacman, o gerenciador de pacotes do Arch Linux, ele resolve dependências de maneira muito eficaz e possui o conceito de grupos de pacotes. Pra instalar o X, por exemplo, que é composto de dezenas de pacotes, basta digitar pacman -S xorg. Inicialmente o pacman é bastante rápido, porém depois de instalar algumas dezenas de pacotes, o desempenho dele fica mais lento.

O Arch é bastante estável e rápido. A inicialização do sistema é feita em cerca de 30 segundos e não cheguei a ter problemas com travamentos. Apesar de seguir a filosofia de simplicidade do Slackware, achei o Arch bem mais amigável e prático. O Slackware parece primitivo perto do Arch Linux. Quanto ao uso de um sistema 64 bits, os únicos problemas que tive foram com o flash e com o java. O flash tá funcionando, mas às vezes não renderiza corretamente certos sites. Já o java da Sun, não roda o aplicativo do Banco do Brasil.

KDE 4.1

Instalei o KDE 4.1 no Arch, utilizando os pacotes do kdemod, os quais permitem instalar o kde de forma totalmente modular. Na versão 4.1.0, achei alguns aplicativos como o Okular (o novo leitor de PDF), o Dolphin e o Konqueror muito pesados, porém após atualizar pra 4.1.1, notei um grande avanço nessa questão e a velocidade destes aplicativos não mais prejudicam a usabilidade. O KDE 4 também já está bastante estável, o maior problema que senti é que algumas coisas ainda não estão configuráveis. Não consegui, por exemplo, alterar a cor da barra inferior da área de trabalho.

Alguns tutoriais que me ajudaram na instalação do Arch:

Guia de instalação

Pós-Instalação do Arch Linux

Instalando GNU/Linux num macbook

Um amigo comprou um macbook há poucos meses e me pediu para instalar uma distribuição GNU/Linux. Pesquisei bastante e descrevo aqui a forma como eu consegui fazer a instalação.

Um dos tutoriais que eu li recomendava a atualização do MacOS e do firmware do computador, então a primeira coisa que fiz foi isso.

Depois veio a parte que me tomou mais tempo. Muitos tutoriais recomendavam que o redimensionamento da partição do MacOs fosse feito com o Bootcamp, um software desenvolvido pela Apple. No entanto, a Apple não mais libera gratuitamente o Bootcamp. Tentei baixar o Bootcamp de outros sites, mas não funcionou.

Assim, acabei descobrindo que o redimensionamento pode ser feito facilmente pela linha de comando com o Diskutil. Usei o seguinte comando (como usuário root, no próprio MacOs):

diskutil resizeVolume disk0s2 100G

onde, “disk0s2″ é a partição que você deseja redimensionar e “100G” é o tamanho desejado para a partição. Após isso, reinicie o computador e confira se o redimensionamento foi bem sucedido. Depois utilizei o comando:

diskutil disableJournal disk0s2

o qual, serve para desabilitar o “journaling” na partição e assim possibilitar que o sistema GNU/Linux que você vai instalar possa escrever na partição em que o MacOs está instalado.

O passo seguinte é instalar o refit, um software livre que vai ser utilizado para escolher o sistema operacional a ser inicializado quando o macbook for ligado.

Depois disso, coloque o CD/DVD da distribuição GNU/Linux que você quer instalar e reinicie o computador. Segure a tecla “c” para que o computador dê boot pelo CD/DVD.

Instale a distribuição no espaço em disco que ficou livre após o redimensionamento da partição do MacOs. Esse processo de instalação é idêntico ao que fazemos em qualquer pc. Após o final da instalação, quando o computador for reiniciado, aparecerá o menu do refit solicitando a escolha do sistema a ser inicializado. No meu caso, eu instalei o Ubuntu Feisty 7.04 (em casa eu uso Slackware 12!)

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