FISL 11 e Porto Alegre
De 20 a 24 de julho, participei da 11ª edição do Fórum Internacional de Software Livre. O FISL esse ano me agradou mais do que a edição anterior. Percebi uma diversidade maior de temas na programação e acho que consegui escolher melhor as palestras do que no ano passado.
Assisiti boas palestras sobre HTML5, ministradas pela equipe da Fundação Mozilla, os quais mostraram alguns recursos que o HTML5 + javascript proporciona para o vídeo na web. Por falar em javascript, acho que essa é uma linguagem que vale a pena estudar atualmente, pois abre muitas possibilidades quando usada com o HTML5.

Um momento importante do FISL, foi o encontro LGM Brasil, que reuniu algumas pessoas que colaboram/trabalham com softwares gráficos livres. Um dos temas discutidos foi a possibilidade de realizar o encontro LGM Internacional no Brasil em 2012. Consideramos que, a menos que consigamos um forte apoio de algum orgão estatal, seria muito difícil realizar o encontro aqui, pois boa parte dos desenvolvedores vivem na Europa e América do Norte. Como o custo das passagens é bastante alto e seria prejudicial para o LGM se muitos desenvolvedores não conseguirem vir. Além do encontro, a programação contou com várias palestras sobre os softwares gráficos.
Além disso, vi uma excelente palestra sobre o Open Street Map, um projeto colaborativo para a criação de mapas sob licenças livres . O mapeamento pode ser feito por meio de um aparelho GPS ou pelo site do projeto, com base nas fotos de satélite que o Yahoo disponiblizou. Em cidades como Berlin e Londres, as informações do Open Street Map são mais completas do que as do Google Maps. O OSM foi a principal fonte de informação para as equipes humanitárias que atuaram no Haiti após o terremoto. Em apenas 48 horas, pessoas do mundo todo ajudaram a mapear grande parte da região atingida pelo terremoto.

Foi muito boa também a palestra do JS sobre DRM, as mesas “Professor, um jeito hacker de ser”, composta por Nelson Pretto, Sérgio Amadeu e Adriano Teixeira, e a sobre licenciamento de software livre, as lightning talks do pessoal da #horaextra, entre outras…
Em Porto Alegre, não consegui visitar muitos lugares, pois a programação diária do FISL foi de 12h. Este ano, o clima estava menos frio do que no ano passado. O ruim foi que nos dois primeiros dias choveu bastante e o sol praticamente não apareceu. Como fiquei hospedado no centro da cidade caminhei bastante por lá e aproveitei para conhecer o mercado público (mas esqueci de fazer fotos). Quando eu retornar da Argentina e Uruguai, pretendo passar pelo menos um dia andando por PoA.
Eventos sobre educação e tecnologia na UFRB
Este mês serão realizados dois eventos relacionados a educação e tecnologia no campus da UFRB em Cachoeira. Na próxima sexta-feira (18/05), acontecerá o I Encontro de RPG e Educação do Recôncavo da Bahia, o qual vai tratar do uso de RPG em sala de aula. O evento é organizado pelo LEHRB. Veja a programação completa.
Já na próxima terça-feira, será realizada uma mesa-redonda tratando do Projeto Irecê, o qual é desenvolvido pela Faculdade de Educação da UFBA e articula a formação de professores com o uso de novas tecnologias, em especial com Softwares Livres. Este evento tem a organização do Plug!, projeto de extensão do qual eu participo. Veja a programação.
Fórum da culturadigital.br, hackitectura e São Paulo
Em meados de novembro estive em São Paulo para participar do Fórum da Cultura Digital Brasileira, um evento com o objetivo de discutir as políticas públicas de cultura digital do Ministério da Cultura. Gostei bastante do resultado do evento: boas apresentações, os/as participantes fizeram boas intervenções e à noite rolaram uns shows legais de alguns artistas que liberam as músicas na internet.
Lá no fórum conheci Pablo de Soto, do Hackitectura, um coletivo espanhol composto por hackers e arquitetos e que trabalham com a interseção de arquitetura, cartografia, tecnologia, redes sociais e ativismo. Assisti uma palestra de Pablo no espaço Ay Carmela sobre cartografia como ativismo político, na qual ele mostrou um pouco da produção do Hackitectura. Eles têm produzido uma série de mapas a respeito da repressão aos imigrantes no estreito de Gibraltar e também mapas abordando a ocupação palestina. Fiquei de cara quando soube que eles usam Pure Data pra produzir os mapas! Quem se interessar em saber mais sobre o assunto, pode baixar o livro que eles publicaram.
Também reencontrei muita gente lá em São Paulo: vários companheiros/as do Estúdio Livre e da MetaReciclagem e alguns amigos/as lá de Aracaju.
Clique nas fotos pra ver em tamanho grande.
- Película no teto da Cinemateca Brasileira
- Mesa infraestrutura do culturadigital.br
- Mesa memória do culturadigital.br
- desconferência sobre marco civil da internet
- show do teatro mágico
- Show do Teatro Mágico
- show do Uakti no Centro Cultural São Paulo
- Área do café da Cinemateca
- Centro de SP
- perto da estação da Luz
- Estação da Luz
Produção de vídeos em dispositivos portáteis
Ontem assisti a uma palestra do Philipe Barcinski e Marco del Fiol sobre as oficinas do Claro Curtas. Eles são diretores de cinema, ultimamente têm trabalhado com educação audiovisual e estão nesse projeto da Claro para difundir a produção de vídeos com celulares e outros dispositivos portáteis. Na palestra, eles falaram bastante sobre a metodologia que estão usando nas oficinas. Seguem minhas anotações:
- A metodologia adotada coloca a prática antes da teoria;
- Fazer os alunos se preocuparem com o enquadramento – motivo nº 1 de vários vídeos caseiros do youtube serem ruim
- Aprendizagem devolutiva – analisar o que é feito pra perceber os erros e o que pode melhorar. “As pessoas fazem muitas fotos e dedicam pouco tempo para analisar o que é feito”.
- Trabalhar o Olhar – a experiência deles foi estimular os alunos a fotografar linhas e curvas e teve um bom resultado!
- As novas mídias proporcionam uma abordagem individual, tática, sem barreiras em relação ao audiovisual
E também mostraram exemplos de vídeos com uma linguagem bem ligada às novas mídias. Veja abaixo os dois que mais gostei:
The Longest Way 1.0 – one year walk/beard grow time lapse from Christoph Rehage on Vimeo.
Soundscapes – by Ace Norton from IE HAGY on Vimeo.
Apresentação no evento “A ética hacker e a sociedade livre”
Semana passada fiz a apresentação “Software livre e ética hacker” dentro do seminário “A ética hacker e a sociedade livre”, realizada pelo Plug! e pela turma da disciplina “Ética Hacker e Educação” (é a disciplina que tô cursando como aluno especial na Faculdade de Educação da UFBA).
O evento foi muito bom. O auditório estava bem cheio e, aos poucos, sinto que temos conseguido chamar a atenção dos estudantes da UFRB para o Software Livre. Gostei da minha apresentação e surgiram boas discussões com o público do evento, principalmente em relação aos direitos autorais e música.
Fala de Abertura
Poderíamos todos ser Hackers? (por Karina Menezes)
Apresentação de slides: formato ODP / formato PDF
Software Livre e ética hacker (por Wille Marcel)
Apresentação de slides: formato ODP / formato PDF
Ética hacker e Educação (por José Américo)
Comentários do Professor Nelson Pretto
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