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2011-2012 – The Holstee Manifesto

Ano passado fiz um post com metas para o ano de 2011. Acabei de reler aquelas metas e creio que consegui cumprir quase tudo, exceto a principal meta: a de estudar bastante.

Meus estudos se concentraram no Inglês, mesmo assim ainda não estou no nível que eu gostaria. Aprendi pouco de programação, li poucos livros técnicos e, como o Espanhol não é muito presente no meu cotidiano, estudei pouco também… Esses são pontos a melhorar esse ano para que eu consiga fazer as mudanças que pretendo desde o ano passado.

Ainda estou descobrindo minhas metas para esse ano e acho que não vou publicá-las, no entanto hoje encontrei um vídeo que define muito bem o que querer não só para um ano, mas para toda a vida:

Quem quiser ver com legendas em português, acesse no Universal Subtitles.

Pouca Vogal e Chapada Diamantina

Sempre escrevo posts e acabo demorando muito de postar, tanto que às vezes as notícias ficam velhas… No final de janeiro fui no show do Pouca Vogal, em Irecê-BA, e fui pela primeira vez na Chapada Diamantina.

Depois de muitos anos, consegui ver Gessinger tocar ao vivo! Sempre quis ver um show dos Engenheiros do Hawaii ou do Pouca Vogal, mas nunca havia tido uma oportunidade. Finalmente consegui! Gostei muito do show, mas gostaria de assisti-lo em um teatro, que é um ambiente mais adequado à sonoridade.

Como o show foi em Irecê, numa sexta-feira, aproveitei pra passar o fim de semana na Chapada Diamantina, em Lençóis.

Cheguei em Lençóis no sábado à tarde, fui recuperar uma parte do sono perdido das últimas duas noites e depois fui conhecer a cidade e procurar um passeio pra fazer no domingo. Me interessei por uma trilha de bike, mas pra fazer sozinho ficava muito caro, então acabei optando por um outro passeio que visitava algumas grutas, uma cachoeira e o Morro do Pai Inácio.

Gostei bastante de subir o Morro do Pai Inácio. Desde que li “Na natureza selvagem“, tenho me interessado por montanhismo. Tenho planos de subir o Pico das Almas, um dos pontos mais altos do nordeste, em Rio de Contas, perto de Brumado.

Infelizmente, o tempo que passei lá em Lençóis foi muito curto e não deu pra conhecer muitos locais. Tenho que voltar lá outra vez e, de preferência, com uma bicicleta pra fazer umas trilhas.

2010-2011, destinos

Inspirado num vídeo que vi no vimeo, resolvi fazer um semelhante com as melhores fotos que fiz em 2010, assim teria um registro do que foi o ano pra mim. Consegui organizar as fotos e montá-las no vídeo em ordem cronólogica. Nem todos os acontecimentos importantes do ano estão retratados e a quantidade de fotos de cada evento pode não estar proporcional à importância que tiveram. Não tenho fotos das visitas que fiz aos meus amigos em Aracaju, por exemplo. E essas visitas foram sempre muito importantes e prazerosas pra mim. Algumas fotos do final do vídeo foram feitas pelo meu irmão.

Fazendo um balanço agora, vejo que 2010 foi um ano que estudei pouco. Em 2008 eu concluí a graduação no primeiro trimestre do ano, comecei uma especialização à distância no final do ano, mas não gostei e abandonei no primeiro mês. Em 2009, eu cursei três disciplinas do Bacharelado em Ciências Exatas e Tecnológicas da UFRB (abandonei pelas dificuldades de locomoção até Cruz das Almas) e cursei uma disciplina como aluno especial no mestrado em educação da UFBA, o que foi muito produtivo. Em 2010 minha idéia era estudar em casa, sozinho, de forma autodidata, no entanto não tive a disciplina suficiente pra isso. Meu objetivo principal em 2011 é estudar bastante. Não sei se vou fazer algum curso regular, mas vou organizar meu tempo e priorizar os estudos. Com o conhecimento que eu adquirir, vou poder realizar outros objetivos que almejo…

Além disso, em 2011, entre outras coisas, pretendo:

  • viajar tanto ou mais que em 2010;
  • ler mais (acho que melhorei o número de leituras em 2010, mas preciso dedicar mais tempo aos livros);
  • estudar inglês, o suficiente para me comunicar;
  • continuar melhorando o espanhol;
  • continuar praticando esportes com regularidade (desde final de outubro estou nadando toda semana, além do futebol que jogo quase todas as quartas).

Futebol nos Pampas

Meninos jogando bola na Ciudad Vieja, Montevideo

No táxi que peguei da rodoviária de Buenos Aires até o Hostel no dia em que cheguei, os principais assuntos foram política e futebol. O taxista, que fisicamente lembrava o Maradona, começou falando sobre o fim do mandato do Lula nesse ano. Afirmou que o Brasil está indo bem e questionou sobre quem provavelmente será o sucessor. Depois o tema mudou para futebol. Falou que nós nos demos mal na Copa e que a Argentina também, porém não queria a saída de Maradona.

Já no táxi que peguei quando fui embora de BsAs, o assunto foi principalmente futebol. Entretanto, o taxista me questionou também sobre as diferenças sociais e econômicas que eu consegui perceber entre Brasil e Argentina. Em seguida, começamos a falar de futebol. O taxista era torcedor fanático do Lanús, time da cidade de mesmo nome, localizada na região metropolitana de BsAs. Ele falou que toda a família torcia para o Lanús e que o pai, ele e os irmãos são sócios do clube. Falou que com o esforço dos sócios e da diretoria, conseguiram construir um estádio, contratar bons jogadores e isso já está refletindo na performance do time. Aí ele pegou o jornal pra me mostrar que o Lanús era o primeiro na média de pontos das últimas três temporadas do Campeonato Argentino.

A impressão que tive dos taxistas de BsAs foi muito boa. Todas as três vezes que peguei táxi, os táxistas puxaram assunto e conversaram comigo durante todo o percurso. Além disso, o preço é muito inferior ao do Brasil…

La Bombonera (foto feita sem zoom!)

Outro contato com futebol que tive na viagem foram as visitas à La Bombonera, estádio do Boca Juniors, e ao Centenário, principal estádio do Uruguai. Gosto muito de estádios, apesar de ter ído pela primeira vez em um há apenas um ano (meus pais dizem que me levaram na Fonte Nova quando eu era criança, mas não me lembro de nada…).

La Bombonera

O La Bombonera é muito interessante. Ele foi construído em uma área pequena demais para um estádio tradicional. Assim, os arquitetos tiveram que encontrar soluções para que ele coubesse na área e para que a capacidade fosse compatível com a grandeza da torcida do Boca. Com isso, as arquibancadas ficam muito próximas do gramado. Só tive acesso ao setor central das arquibancadas, mas, pelo que vi, deve ser uma experiência bem diferente assistir um jogo lá.

Estádio Centenário

Já o estádio Centenário consegue ser exatamente o contrário do La Bomboneira. Gramado bem distante da arquibancada e bem mais extenso. Lá no Centenário existe um museu do futebol, porém no dia em que eu fui, estava fechado.

Gostaria de ter assistido um jogo em Buenos Aires, porém o Torneio Apertura começou exatamente no dia em que fui embora de lá…

Estádio Centenário

Chegada a Buenos Aires

Após o FISL, peguei um ônibus em Porto Alegre no final da tarde do dia 24 de julho e parti para Buenos Aires. A viagem demorou mais ou menos 20 horas, porém ficamos parados cerca de 2h na aduana logo que entramos na Argentina.

A primeira impressão de Buenos Aires não foi boa. Dia chuvoso, uma névoa cobria a cidade, deixando-a completamente cinza. Eu também estava um pouco apreensivo por estar sozinho em outro país.

Cheguei por volta das duas da tarde e peguei um taxi na rodoviária até o hostel. Após tomar um banho e arrumar minhas mochilas no armário do hostel, fui procurar um lugar para almoçar. Acabei indo parar em um café da Avenida de Mayo. O lugar parecia estar na década de 60, tanto pelo ambiente quanto pela idade das pessoas que frequentavam. Pedi um filé de merluza com batatas fritas. Um ou dois minutos depois, a garçonete me traz um pirex com uns peixinhos parecidos com sardinha e umas azeitonas. Inicialmente cogitei que teria entendido errado o que estava escrito no cardápio, mas depois vi que é costume nos cafés argentinos servir algo como entrada até que o prato solicitado fique pronto.

Entretanto, o prato principal não me agradou. A merluza não tinha sabor algum e as batatas fritas estavam murchas e ensopadas de óleo! Por conta da chuva, passei o restante do dia no hostel. Estava tão assustado com a chegada na cidade que pensei em antecipar a volta ao Brasil.

No dia seguinte, porém tudo mudou. Céu azul e pouco frio. Pela manhã fui pra minha primeira aula de espanhol e gostei bastante. Na hora do almoço, descobri o “Cabildo de Buenos Aires”, um café com ambiente legal, boa variedade de pratos e preço bom. Resolvi não arriscar e pedi um spaghetti com molho quatro queijos! A entrada dessa vez foi mais saborosa: um pastelzinho de carne e uma mini fatia de pizza! O spaghetti me agradou tanto que voltei a comer no “Cabildo” outras quatro ou cinco vezes.

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