Ciclos

Datas pra mim não fazem muito sentido. Não valorizo muito aniversários e viradas de ano. Às vezes, nosso calendário interno tá bem diferente do calendário do mundo. Esse início de ano foi assim. Mudou o ano, mas eu não tinha nada de novo para me propor, apenas alguns planos já meio antigos que preciso me organizar para pôr em prática.

Uma coisa que percebi é que minha forma de viver é mais cíclica que linear e essa parece ser uma forma bem mais interessante de observar o tempo.  Os ciclos deixam mais claro que tudo está em mutação permanente. Como as estações do ano e as fases da lua que vão se alternando e se repetindo, mas sempre avançando no tempo.

Eu costumo alternar entre ciclos de preguiça e de hiperatividade, de cuidado e de descuido, de gostar muito de uma coisa e depois de outra. Gosto de deixar o cabelo crescer bastante e depois cortar bem baixo. De deixar a barba crescer e depois tirá-la por completo Assim vou alternando entre os vários eus…

Itacaré

Dois dias em Itacaré recarregando as energias com praia, água de coco, cochilos na rede e música.

Apesar de um pouco longa, a viagem de ônibus foi um das mais relax que eu já fiz. O segredo? Um cartão de memória de 4 GB no celular com muita música (inclusive o disco novo do Pouca Vogal), um livro e nenhuma preocupação com horários, trabalho, estudos e qualquer outro compromisso.

Pituaçu

ingresso

No sábado fui pela primeira vez a um estádio de futebol. E tive a imensa sorte de ter feito minha estreia em um jogo especial. Primeiro pela grande quantidade de torcedores presentes: mais de 25 mil pessoas deixaram as arquibancadas quase que completamente preenchidas. Segundo, pelas circunstâncias do jogo: tive o privilégio de ver o Bahia virar a partida aos 42 do segundo tempo e com um jogador a menos.

Acho que depois dessa tarde de sábado, passei a entender o porquê de o futebol ser tão apaixonante. Até agora as imagens e sons do jogo não me saem da cabeça, a começar pelo hino do Bahia, sendo tocado pelos auto-falantes de Pituaçu e acompanhado pelas vozes dos torcedores. Bem como a alegria do estádio após o gol da virada.

Arraial d’Ajuda

Estive em Arraial d’Ajuda neste fim de semana. Há mais de um ano planejo uma visita ao esporo de MetaReciclagem Bailux para dar uma oficina e conhecer Arraial d’Ajuda. Depois de uma noite de viagem, chego às 7h30 da manhã em Porto Seguro. Na rodoviária, peguei um coletivo e desci perto da Balsa. Do outro lado, peguei mais um coletivo até Arraial. Gostei do fato de a balsa e os ônibus para Arraial d’Ajuda funcionarem 24h por dia. O transporte coletivo de Porto Seguro, apesar de caro, me passou a impressão de ser ágil.

Desci na praça da Igreja e encontrei o Régis, grande articulador do Bailux. Ele me levou até a Pousada Flamboyant, na rua Mucugê, apelidada de “A rua mais charmosa do Brasil”. E a rua realmente merece: bem arborizada, com restaurantes e lojinhas com fachadas muito bonitas. O dono da pousada é amigo do Régis e ofereceu a hospedagem pra eu poder ir até lá compartilhar conhecimento com o Bailux.

Travessia de balsa em Porto seguro

Travessia de balsa em Porto seguro

Depois de um banho e de tomar café da manhã. Desci com o Régis e seu cachorro Sherlock para a praia. No caminho, fui apresentado a alguns pontos turísticos e conheci um pouco da história de Arraial. Também conversamos bastante sobre a sustentabilidade do Bailux e estratégias que podem potencializar a ação do grupo.

À tarde, iniciamos a oficina. Não tive tempo de organizar nada antes, mas tudo fluiu maravilhosamente bem. A ideia da oficina era fornecer o conhecimento básico para que o Bailux possa produzir pequenos vídeos em baixa resolução, filmados a partir de câmeras fotográficas digitais. Começamos falando de captação de imagens, depois cada um gravou um depoimento relatando como chegou ao Bailux e sua visão em relação ao grupo. Nesta tarde, ainda vimos um pouco de Cinelerra, software de edição de vídeo.

minha segunda casa

minha segunda casa

Já à noite, fui em Porto Seguro encontrar com Neidinha, amiga que conheci recentemente em Cachoeira. Ela me apresentou a parte mais movimentada da cidade, com muitos restaurantes dos mais variados tipos, bares com música ao vivo e lojas de artesanato. O turismo em Porto Seguro é muito agressivo. Tudo na cidade praticamente só gira em torno disso.

No outro dia, acordei cedo e fui à praia. No final da manhã, conheci a loja onde o Régis, há 18 anos, vende seus produtos. Continuamos a oficina à tarde, a metodologia foi mostrar alguns recursos do programa e, imediatamente todos irem praticando. À noite dei uma volta pela cidade, fiz umas fotos e fui encontrar Régis e Rafael para fazermos um intensivão de Cinelerra.

Rua Mucugê

Rua Mucugê

No domingo, não teve praia: céu todo nublado. Começamos a oficina de manhã e estendemos até perto de 15h. Ao longo do dia, discutimos um pouco a questão da sustentabilidade do projeto (como conseguir recursos para o projeto sem criar hierarquias e burocratizar as relações?) e finalizamos a edição do vídeo (link pra assistir) com os depoimentos do grupo. O Cinelerra instalado no notebook do Régis apresentou alguns bugs ao renderizar, mas mesmo assim conseguimos finalizar o vídeo.

Mais tarde, conheci o litoral norte de Porto Seguro, até a praia de Coroa Vermelha, uma região onde ainda vivem muitos índios. Próximo à cruz de aço colocada pra simbolizar o local da primeira missa em solo brasileiro, muitos dos indíos vendem artesanato. Algumas crianças indígenas pediam dinheiro pra olhar os carros. Triste ver a situação dos indígenas na região…

Espaço do Bailux

Espaço do Bailux

Numa próxima oportunidade, faremos uma oficina de técnicas de animação no Bailux. Gostei muito de Porto Seguro e Arraial d’Ajuda, toda a galera do Bailux foi muito receptiva e gentil. Espero voltar lá mais vezes!

Vista do mar, na praça da igreja

Vista do mar, na praça da igreja

Rua mucugê à noite

Rua mucugê à noite

A turma do bailux

A turma do bailux

On / Off

Passei mais um período longe deste blog, como já é habitual. Sempre alterno entre períodos de atividade e inatividade.

Estou planejando migrar pra meu domínio próprio, o wille.blog.br. Já comprei o domínio, mas só quero estreá-lo após fazer um tema de wordpress. Como não sou muito bom em design, pode demorar um pouco. De toda forma, quero utilizar um tema feito por mim mesmo para que o blog tenha mais minha cara.


Não contei pra muita gente, mas conquistei uma vaga no curso Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Exatas e Tecnológicas da UFRB (a universidade em que eu trabalho). Entrei no curso como portador de diploma. O motivo de eu ter contado pra pouca gente sobre ele é que não sei o exatamente o quanto vou conseguir me dedicar. O bacharelado interdisciplinar é uma nova modalidade de cursos que o MEC vem incentivando. No caso deste bacharelado, consiste de três anos de matérias comuns à maioria dos cursos de exatas. Após este período, o aluno pode completar os estudos com mais dois anos de alguma engenharia, de um curso de física ou de matemática. Acho a ideia interessante, porém considero que três anos é muito tempo para a parte comum e dois anos pouco pra parte específica… Minha matrícula foi hoje e as aulas estão começando esta semana. O horário está muito mal distribuído ao longo da semana, o que vai dificultar bastante minha frequência nas aulas. Todavia, vou tentar cursar três matérias neste semestre: Cálculo I, Geometria Analítica e Processamento de Dados I. Vamos ver no que dá…


Há cerca de um mês, mudei de casa, mas continuo em Cachoeira. Agora tenho uma moradia mais confortável, o que ajuda bastante a levar a vida nesta cidade.


Mês que vem vou participar do IV Festival de Software Livre da Bahia, em Salvador. Estive na última edição e gostei muito. Esta promete ser melhor ainda. Também ando pensando em ir para o FISL 10, em Porto Alegre, no final de Junho. Vou formatar dois artigos pra inscrever no workshop de trabalhos acadêmicos. Se algum deles for aprovado, com certeza irei.


Próximo fim de semana, aproveito o feriado local de 13 de março pra dar um pulo em Aracaju. Três dias de praia, trabalho em GNU/Linux e amigos/as (pensando em estender por mais um dia!).


Até mais…



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