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Hostel, curso de espanhol e mobilidade em Buenos Aires

Terraço do Hostel

Fiquei hospedado no Hostel Portal del Sur durante os 12 dias que fiquei em Buenos Aires. A localização dele é muito boa, no centro da cidade, perto da Casa Rosada e da Av. 9 de Julho, a uma quadra de duas estações de metrô e próximo de vários locais interessantes. Quanto à equipe do hostel, metade dela não é muito simpática, porém a outra metade é bem receptiva e ajuda bastante os hóspedes. Conheci muita gente lá e pude praticar o espanhol.

Sorteio de prêmios na escola

Fiz duas semanas de curso de espanhol numa escola chamada IBL. A escola está localizada no centro de BsAs, bem próximo do hostel. Gostei muito dos professores e do método de ensino, porém sugiro consultar o número de alunos na turma quando for reservar. Turmas com quatro alunos ou menos têm um rendimento bem melhor. O IBL também oferece cursos pela internet com recursos bem interessantes.

Praça de Maio e Casa Rosada

Mobilidade

Gostei muito do sistema de transporte coletivo de Buenos Aires. Apesar de o metrô estar lotado em vários períodos do dia, ele é bem abrangente, a integração de linhas é gratuita e a passagem é muito barata (cerca de 55 centavos de real) e subsidiada pelo estado. Em São Paulo, uma passagem de metrô custa R$ 2,55!

Os ônibus também são eficientes, bem conservados, funcionam 24h por dia e o preço é quase o mesmo do metrô e também é subsidiado. Só precisei pegar taxi três vezes nos 12 dias que passei lá. É bem fácil encontrar mapas gratuitos de Buenos Aires e estes sempre incluem as linhas de metrô e estações, o que ajuda bastante na locomoção por lá.

Os mapas me ajudaram também a caminhar bastante pela cidade. O trânsito é bem mais amigável com os pedestres que aqui no Brasil. Nos bairros mais centrais, as ruas têm muitas faixas de pedestre e semáforos. Os carros costumam parar quando o sinal ainda está amarelo e ,quase sempre, a travessia é bem segura.

Chegada a Buenos Aires

Após o FISL, peguei um ônibus em Porto Alegre no final da tarde do dia 24 de julho e parti para Buenos Aires. A viagem demorou mais ou menos 20 horas, porém ficamos parados cerca de 2h na aduana logo que entramos na Argentina.

A primeira impressão de Buenos Aires não foi boa. Dia chuvoso, uma névoa cobria a cidade, deixando-a completamente cinza. Eu também estava um pouco apreensivo por estar sozinho em outro país.

Cheguei por volta das duas da tarde e peguei um taxi na rodoviária até o hostel. Após tomar um banho e arrumar minhas mochilas no armário do hostel, fui procurar um lugar para almoçar. Acabei indo parar em um café da Avenida de Mayo. O lugar parecia estar na década de 60, tanto pelo ambiente quanto pela idade das pessoas que frequentavam. Pedi um filé de merluza com batatas fritas. Um ou dois minutos depois, a garçonete me traz um pirex com uns peixinhos parecidos com sardinha e umas azeitonas. Inicialmente cogitei que teria entendido errado o que estava escrito no cardápio, mas depois vi que é costume nos cafés argentinos servir algo como entrada até que o prato solicitado fique pronto.

Entretanto, o prato principal não me agradou. A merluza não tinha sabor algum e as batatas fritas estavam murchas e ensopadas de óleo! Por conta da chuva, passei o restante do dia no hostel. Estava tão assustado com a chegada na cidade que pensei em antecipar a volta ao Brasil.

No dia seguinte, porém tudo mudou. Céu azul e pouco frio. Pela manhã fui pra minha primeira aula de espanhol e gostei bastante. Na hora do almoço, descobri o “Cabildo de Buenos Aires”, um café com ambiente legal, boa variedade de pratos e preço bom. Resolvi não arriscar e pedi um spaghetti com molho quatro queijos! A entrada dessa vez foi mais saborosa: um pastelzinho de carne e uma mini fatia de pizza! O spaghetti me agradou tanto que voltei a comer no “Cabildo” outras quatro ou cinco vezes.

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