Itacaré

Dois dias em Itacaré recarregando as energias com praia, água de coco, cochilos na rede e música.

Apesar de um pouco longa, a viagem de ônibus foi um das mais relax que eu já fiz. O segredo? Um cartão de memória de 4 GB no celular com muita música (inclusive o disco novo do Pouca Vogal), um livro e nenhuma preocupação com horários, trabalho, estudos e qualquer outro compromisso.

a rua

a-rua-que-eu-moro

Essa é a rua na qual eu moro. Nem sempre é tão calma assim… Nos fins de semana tem o movimento no bar do César. Geralmente, tem mais vizinhos conversando nas calçadas e mais carros estacionados. Uma segunda-feira dessas, consegui registrar esse momento da rua quase deserta.

Pituaçu

ingresso

No sábado fui pela primeira vez a um estádio de futebol. E tive a imensa sorte de ter feito minha estreia em um jogo especial. Primeiro pela grande quantidade de torcedores presentes: mais de 25 mil pessoas deixaram as arquibancadas quase que completamente preenchidas. Segundo, pelas circunstâncias do jogo: tive o privilégio de ver o Bahia virar a partida aos 42 do segundo tempo e com um jogador a menos.

Acho que depois dessa tarde de sábado, passei a entender o porquê de o futebol ser tão apaixonante. Até agora as imagens e sons do jogo não me saem da cabeça, a começar pelo hino do Bahia, sendo tocado pelos auto-falantes de Pituaçu e acompanhado pelas vozes dos torcedores. Bem como a alegria do estádio após o gol da virada.

Arraial d’Ajuda

Estive em Arraial d’Ajuda neste fim de semana. Há mais de um ano planejo uma visita ao esporo de MetaReciclagem Bailux para dar uma oficina e conhecer Arraial d’Ajuda. Depois de uma noite de viagem, chego às 7h30 da manhã em Porto Seguro. Na rodoviária, peguei um coletivo e desci perto da Balsa. Do outro lado, peguei mais um coletivo até Arraial. Gostei do fato de a balsa e os ônibus para Arraial d’Ajuda funcionarem 24h por dia. O transporte coletivo de Porto Seguro, apesar de caro, me passou a impressão de ser ágil.

Desci na praça da Igreja e encontrei o Régis, grande articulador do Bailux. Ele me levou até a Pousada Flamboyant, na rua Mucugê, apelidada de “A rua mais charmosa do Brasil”. E a rua realmente merece: bem arborizada, com restaurantes e lojinhas com fachadas muito bonitas. O dono da pousada é amigo do Régis e ofereceu a hospedagem pra eu poder ir até lá compartilhar conhecimento com o Bailux.

Travessia de balsa em Porto seguro

Travessia de balsa em Porto seguro

Depois de um banho e de tomar café da manhã. Desci com o Régis e seu cachorro Sherlock para a praia. No caminho, fui apresentado a alguns pontos turísticos e conheci um pouco da história de Arraial. Também conversamos bastante sobre a sustentabilidade do Bailux e estratégias que podem potencializar a ação do grupo.

À tarde, iniciamos a oficina. Não tive tempo de organizar nada antes, mas tudo fluiu maravilhosamente bem. A ideia da oficina era fornecer o conhecimento básico para que o Bailux possa produzir pequenos vídeos em baixa resolução, filmados a partir de câmeras fotográficas digitais. Começamos falando de captação de imagens, depois cada um gravou um depoimento relatando como chegou ao Bailux e sua visão em relação ao grupo. Nesta tarde, ainda vimos um pouco de Cinelerra, software de edição de vídeo.

minha segunda casa

minha segunda casa

Já à noite, fui em Porto Seguro encontrar com Neidinha, amiga que conheci recentemente em Cachoeira. Ela me apresentou a parte mais movimentada da cidade, com muitos restaurantes dos mais variados tipos, bares com música ao vivo e lojas de artesanato. O turismo em Porto Seguro é muito agressivo. Tudo na cidade praticamente só gira em torno disso.

No outro dia, acordei cedo e fui à praia. No final da manhã, conheci a loja onde o Régis, há 18 anos, vende seus produtos. Continuamos a oficina à tarde, a metodologia foi mostrar alguns recursos do programa e, imediatamente todos irem praticando. À noite dei uma volta pela cidade, fiz umas fotos e fui encontrar Régis e Rafael para fazermos um intensivão de Cinelerra.

Rua Mucugê

Rua Mucugê

No domingo, não teve praia: céu todo nublado. Começamos a oficina de manhã e estendemos até perto de 15h. Ao longo do dia, discutimos um pouco a questão da sustentabilidade do projeto (como conseguir recursos para o projeto sem criar hierarquias e burocratizar as relações?) e finalizamos a edição do vídeo (link pra assistir) com os depoimentos do grupo. O Cinelerra instalado no notebook do Régis apresentou alguns bugs ao renderizar, mas mesmo assim conseguimos finalizar o vídeo.

Mais tarde, conheci o litoral norte de Porto Seguro, até a praia de Coroa Vermelha, uma região onde ainda vivem muitos índios. Próximo à cruz de aço colocada pra simbolizar o local da primeira missa em solo brasileiro, muitos dos indíos vendem artesanato. Algumas crianças indígenas pediam dinheiro pra olhar os carros. Triste ver a situação dos indígenas na região…

Espaço do Bailux

Espaço do Bailux

Numa próxima oportunidade, faremos uma oficina de técnicas de animação no Bailux. Gostei muito de Porto Seguro e Arraial d’Ajuda, toda a galera do Bailux foi muito receptiva e gentil. Espero voltar lá mais vezes!

Vista do mar, na praça da igreja

Vista do mar, na praça da igreja

Rua mucugê à noite

Rua mucugê à noite

A turma do bailux

A turma do bailux

Cabuçu

De volta à praia! dessa vez fui à Cabuçu, praia na Baía de Todos os Santos, perto da cidade de Santo Amaro. Pra quem, como eu, não gosta de barulho e multidão, é necessário andar um pouco até uma parte mais deserta. Apesar de estar numa Baía, a praia tem algumas ondinhas, principalmente na maré cheia. O mais estranho é que, de lá, avistamos terra em quase toda a linha do horizonte, inclusive alguns prédios da cidade de Salvador.

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Salvador vista de Cabuçu... quase uma miragem.



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