Ciclos

Datas pra mim não fazem muito sentido. Não valorizo muito aniversários e viradas de ano. Às vezes, nosso calendário interno tá bem diferente do calendário do mundo. Esse início de ano foi assim. Mudou o ano, mas eu não tinha nada de novo para me propor, apenas alguns planos já meio antigos que preciso me organizar para pôr em prática.

Uma coisa que percebi é que minha forma de viver é mais cíclica que linear e essa parece ser uma forma bem mais interessante de observar o tempo.  Os ciclos deixam mais claro que tudo está em mutação permanente. Como as estações do ano e as fases da lua que vão se alternando e se repetindo, mas sempre avançando no tempo.

Eu costumo alternar entre ciclos de preguiça e de hiperatividade, de cuidado e de descuido, de gostar muito de uma coisa e depois de outra. Gosto de deixar o cabelo crescer bastante e depois cortar bem baixo. De deixar a barba crescer e depois tirá-la por completo Assim vou alternando entre os vários eus…

Itacaré

Dois dias em Itacaré recarregando as energias com praia, água de coco, cochilos na rede e música.

Apesar de um pouco longa, a viagem de ônibus foi um das mais relax que eu já fiz. O segredo? Um cartão de memória de 4 GB no celular com muita música (inclusive o disco novo do Pouca Vogal), um livro e nenhuma preocupação com horários, trabalho, estudos e qualquer outro compromisso.

Fórum da culturadigital.br, hackitectura e São Paulo

Em meados de novembro estive em São Paulo para participar do Fórum da Cultura Digital Brasileira, um evento com o objetivo de discutir as políticas públicas de cultura digital do Ministério da Cultura. Gostei bastante do resultado do evento: boas apresentações, os/as participantes fizeram boas intervenções e à noite rolaram uns shows legais de alguns artistas que liberam as músicas na internet.

Lá no fórum conheci Pablo de Soto, do Hackitectura, um coletivo espanhol composto por hackers e arquitetos e que trabalham com a interseção de arquitetura, cartografia, tecnologia, redes sociais e ativismo. Assisti uma palestra de Pablo no espaço Ay Carmela sobre cartografia como ativismo político, na qual ele mostrou um pouco da produção do Hackitectura. Eles têm produzido uma série de mapas a respeito da repressão aos imigrantes no estreito de Gibraltar e também mapas abordando a ocupação palestina. Fiquei de cara quando soube que eles usam Pure Data pra produzir os mapas! Quem se interessar em saber mais sobre o assunto, pode baixar o livro que eles publicaram.

Também reencontrei muita gente lá em São Paulo: vários companheiros/as do Estúdio Livre e da MetaReciclagem e alguns amigos/as lá de Aracaju.

Clique nas fotos pra ver em tamanho grande.

Produção de vídeos em dispositivos portáteis

Ontem assisti a uma palestra do Philipe Barcinski e Marco del Fiol sobre as oficinas do Claro Curtas. Eles são diretores de cinema, ultimamente têm trabalhado com educação audiovisual e estão nesse projeto da Claro para difundir a produção de vídeos com celulares e outros dispositivos portáteis. Na palestra, eles falaram bastante sobre a metodologia que estão usando nas oficinas. Seguem minhas anotações:

- A metodologia adotada coloca a prática antes da teoria;
- Fazer os alunos se preocuparem com o enquadramento – motivo nº 1 de vários vídeos caseiros do youtube serem ruim
- Aprendizagem devolutiva – analisar o que é feito pra perceber os erros e o que pode melhorar. “As pessoas fazem muitas fotos e dedicam pouco tempo para analisar o que é feito”.
- Trabalhar o Olhar – a experiência deles foi estimular os alunos a fotografar linhas e curvas e teve um bom resultado!
- As novas mídias proporcionam uma abordagem individual, tática, sem barreiras em relação ao audiovisual

E também mostraram exemplos de vídeos com uma linguagem bem ligada às novas mídias. Veja abaixo os dois que mais gostei:

The Longest Way 1.0 – one year walk/beard grow time lapse from Christoph Rehage on Vimeo.

Soundscapes – by Ace Norton from IE HAGY on Vimeo.

Hebert de perto

cartaz-hebert

Gostei muito desse documentário. Consegue abordar de maneira muito íntima a vida do Hebert Viana e o quão pessoal são as letras das músicas dos Paralamas. Ver o Hebert no início da banda me fez relembrar a adolescência e o quanto eu usava a música pra extravasar minhas emoções.



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