
Cheguei em Dublin na tarde do dia 03 de agosto. Como é bem comum por lá, estava nublado… Fiquei com muito medo de ser barrado pela imigração, pois o oficial estava claramente desconfiado, fez muitas perguntas e pediu pra ver reserva do hotel, bilhete do voo de volta, enquanto que outras pessoas ele tinha liberado rapidamente… Fiquei bem nervoso ao responder às perguntas, mas fui liberado.
Lá no aeroporto, eu peguei um ônibus até a O’Connell Street, uma das principais ruas do centro de Dublin e então pedi informação até achar a estação do Luas (sistema de Veículo Leve sobre Trilhos). O Luas me deixou a alguns metros do hostel.
FIquei hospedado no Generator Hostel, uma rede de hostels presente em mais quatro ou cinco cidades da Europa. O Generator de Dublin começou a funcionar há pouco tempo, assim as diárias estavam em promoção e bem em conta: € 10 (quarto coletivo, sem direito a café da manhã). Esse foi o hostel com a melhor estrutura que já conheci. Além de camas, colchões e estrutura toda nova, ele é bem seguro, limpo, possui uma sala com projetor e poltronas pra assistir filme e jogar vídeo-game, computadores pra acesso gratuito e até um bar. A localização dele também é muito boa, em frente a um supermercado e perto do centro da cidade.
Gastei muito tempo nos dois primeiros dias em Dublin pesquisando preços de celular e câmera fotográfica, pois perdi o celular em Istambul e eu tinha pretensões de comprar uma câmera melhor. Gastar tempo com compras é uma das piores coisas que se pode fazer numa viagem, além disso os preços lá nem estavam tão interessantes… Acabei não comprando a câmera e comprei um HTC Wildfire, que roda Android 2.2 e tem uma câmera de 5MP razoável. Esse tempo perdido acabou fazendo falta mais tarde…
Nos primeiros dias, meu inglês elementar não me permitiu conversar muito, apesar de eu ter tentado bastante. A partir do segundo dia de aula, foi que consegui levar umas conversas. Conheci muita gente, de diversos lugares do mundo e conversei bastante nessa viagem. O curso não foi tão produtivo quanto o de espanhol que fiz na Argentina no ano passado, mas consegui melhorar muito minha compreensão e minha fala.

Em minha primeira semana lá, o tempo estava quase sempre nublado. Era raro o Sol aparecer. Um dia, enquanto eu andava na rua que margeia o Rio Liffey, o Sol saiu detrás das nuvens e fez tudo reluzir. É incrível como tudo muda com mais luz. A cidade parece ganhar mais vida. Sempre que isso acontecia, me lembrava de “Here comes the sun“, dos Beatles. Agosto é o mês mais chuvoso em Dublin, porém a chuva geralmente era bem fina e rápida e não chegou a atrapalhar meus planos. A temperatura estava bem agradável, só à noite que fazia um pouco mais de frio…
Dublin não é uma grande metrópole e não oferece muita coisa pra fazer… Achei ruim que quase todos os museus e galerias fecham às 17h (mesmo anoitecendo às 22h em Agosto). Depois desse horário, não havia muita opção, além de ir para os pubs, que são muito legais, principalmente pela música ao vivo, presente em praticamente todos eles durante as tardes e noites. Os pubs mais frequentados da região de Temple Bar costumam ter música folk e rock. Os mais tradicionais, por sua vez, dão preferência pela música tradicional irlandesa. A decoração dos pubs mais tradicionais é bem interessante também. Outra coisa boa é que não é cobrado couvert artístico… inclusive se não quiser consumir nada, você pode ir lá só pra apreciar a música.
Gostei também dos parques de Dublin, da tranquilidade das ruas, do River Liffey (um rio limpo!) dividindo a cidade em norte e sul… Nos próximos posts, contarei um pouco mais sobre Dublin e a cultura irlandesa.