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Velejando

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Acho que já escrevi aqui sobre minha paixão por barcos, em especial veleiros… Já li vários livros sobre aventuras de velejadores e o sonho de velejar acabou entrando na minha cabeça. Ontem, a convite de meu amigo Roberto Duarte, naveguei num veleiro pela primeira vez. O passeio foi pela Baía de Todos os Santos, saindo da Ribeira e indo até a área entre o Porto de Aratu e a Ilha de Maré. Foi uma ótima experiência ver o barco navegando silenciosamente apenas com a força do vento. Também ajudei no trabalho de ajustar os cabos, subir e descer as velas e até assumi o leme por alguns minutos!

Navegando na Baía de Todos os Santos

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Lençóis – Mapa, Trilhas e Cachoeiras

Esse ano passei o carnaval em Lençóis, principal cidade da Chapada Diamantina. Já havia ido lá no ano passado, mas como passei apenas dois dias, resolvi voltar para conhecer um pouco mais da Chapada. Dessa vez, aproveitei para fazer várias trilhas próximas da cidade que levam até quatro horas de caminhada. Tenho gostado muito de fazer trilhas e subir montanhas (inevitável cantar “A montanha” quando se chega no topo).

Aproveitei a oportunidade pra mapear algumas trilhas que ainda não estavam no OpenStreetMap. É bom contar com um GPS em Lençóis, pois as trilhas não têm nenhuma sinalização e a única forma de orientação é perguntar às pessoas no caminho. Quem tiver celular Android, pode instalar o aplicativo OsmAnd pra poder usar o mapa mesmo sem rede. Também dei uma melhorada no mapa da cidade de Lençóis, mas falta muita coisa ainda… Veja abaixo o resultado e algumas fotos. Use o zoom pra ver o nome dos locais.


Ver Mapa Maior

 Serrano

A foto acima é de um cachoeira conhecida como Serrano, é a mais próxima de Lençóis e bem fácil de chegar.

Cachoeirinha

Essa foto foi num lugar um pouco acima da Cachoeirinha, próximo da nascente de um dos braços de um riacho.

Mirante

Essa é a vista que se tem do Mirante, a cerca de 565 metros de altitude em relação ao nível do mar. A subida é bem tranquila, tem algumas partes com muitas pedras que exige um pouco dos joelhos, mas sem grandes riscos.

Cachoeira da Primavera

Entre as Cachoeiras, a da Primavera (foto acima) foi a que eu mais gostei. Também fui no Ribeirão do Meio, mas como cheguei lá praticamente no anoitecer, não tirei foto nem tomei banho. Outro local muito interessante é o Salão de Areias, um lugar onde se pode ver o momento em que as rochas se desmancham e viram areia.

Cavan e o Fleadh Cheoil

Menina tocando acordeon

O que mais gostei na cultura irlandesa foi a música, principalmente a música tradicional e as canções folk tocadas pelos artistas de rua. A música tradicional usa uma grande variedade de instrumentos: gaita de fole, flauta irlandesa, violão, banjo, bandolim, acordeon, harpa, violino e outros.

Tive a oportunidade de ir ao Fleadh Cheoil, um festival de música tradicional realizado na cidadezinha de Cavan. O que faz o festival tão interessante não são grandes atrações, mas a forma de realização dele. Havia apresentações em teatros, auditórios, pubs, em palcos abertos localizados em praças, mas o principal mesmo eram os artistas que se apresentavam nas ruas. Na verdade, qualquer pessoa, poderia pegar seu instrumento e tocar em algum lugar nas ruas de Cavan. Havia músicos de todas as idades, inclusive muitas crianças. Algumas era perceptível que não sabiam mais do que uma ou duas músicas, mas mesmo assim estavam na rua participando da festa e mostrando o que sabiam tocar.

Rua principal de Cavan

O nome do festival é escrito em gaélico (também chamada de Irish), a língua tradicional da Irlanda. Todas as placas de trânsito e informações de órgãos governamentais são escritos em gaélico e em inglês. Além disso, o gaélico é ensinado na escola e exigido para assumir alguns cargos públicos.

Comprei uma flauta irlandesa, aprendi a tocar um solo simples, mas não tenho me dedicado muito…

Harpa Música folk irlandesa

Havia muitas crianças com pinturas no rosto   Flauta irlandesa

Dublin – Mobilidade Urbana

Bicicletário no centro da cidade

A mobilidade urbana em Dublin tem mais pontos positivos que negativos. Um ponto negativo é o custo alto do transporte público. O ônibus, o VLT (lá chamado de Luas) e o trem custam entre € 1,20 e € 3,60, dependendo da distância que você vai percorrer. Um trajeto do centro para um bairro afastado custa por volta de € 2,30. Sendo que a integração entre os sistemas de transporte público não é gratuita. Assim se precisar pegar um trêm e um ônibus, é necessário pagar duas passagens. Ouvi alguns colegas do curso reclamarem de atrasos dos ônibus também. O interessante é que há um desconto se você comprar o ticket de ida e volta. É possível comprar também tickets com desconto que dão direito a viagens ilimitadas durante uma certa quantidade de dias ou por um mês ou um ano inteiro.

Outro ponto negativo são os semáforos. O pedestre não tem prioridade na hora de atravessar a rua! O tempo de espera para abrir o sinal é muito grande e o semáforo só fica aberto pelo tempo suficiente para se atravessar a rua. Se você estiver a alguns metros de distância da esquina, quando o sinal abre, é provável que não consiga atravessar a tempo.

Estação das Dublin Bikes

O principal ponto positivo, por outro lado, é o estímulo ao uso de bicicletas. Há uma boa quantidade de ciclofaixas, ciclovias, bicicletários e um sistema de aluguel de bikes chamado Dublin Bikes (foto acima). Tentei alugar uma bike, mas não consegui, provavelmente porque eu não tinha limite suficiente no cartão de crédito para a taxa de garantia, que é cobrada quando a bike não é devolvida em 24h. O preço pelo uso das Dublin Bikes é muito bom. Você pode fazer um cartão que vale por um ano e custa €10. Quando você usa as bicicletas, a primeira meia hora é gratuita e depois há uma taxa de mais ou menos € 1,50 por hora. Assim, quem percorre pequenas distâncias não vai pagar quase nada, além de não ter que se preocupar com manutenção das bicicletas nem com a possibilidade de roubo. As estações das Dublin Bikes, por enquanto, estão mais presentes na parte central da cidade. Pelo que vi, o sistema é bastante utilizado. Perto do hostel em que eu fiquei, por exemplo, havia duas estações e no início da manhã era difícil encontrar bicicletas disponíveis.

Além das Dublin Bikes, existe uma outra iniciativa para estimular o uso de bicicletas chamado Cycle to Work. Não sei se entendi bem o funcionamento, mas é um programa que permite ao trabalhador comprar um bicicleta com abatimento de impostos e com o valor parcelado e descontado diretamente no salário.

O trânsito da cidade é seguro para se pedalar e há um número enorme de ciclistas pelas ruas. A Aiofe me contou que há muito furto de bicicletas, por isso, é comum ver bicicletas com duas ou até três travas nos bicicletários.

VLT (Luas) Dublin Bus

Além disso, o uso de carro é desestimulado pelas taxas de estacionamento que são cobradas em toda a cidade. Mesmo em cidades pequenas, como em Cavan que só possui três mil habitantes na zona urbana, é necessário pagar para estacionar na rua. Considero essa política bastante justa e necessária! Não cheguei a ver nenhum congestionamento lá…

Usei ônibus e o VLT apenas uma vez em Dublin e peguei o trem três vezes para ir em bairros mais afastados. Como a escola, o hostel e a maioria dos locais que visitei eram no centro da cidade, pude fazer tudo caminhando mesmo ou com a bicicleta que comprei lá.

Dublin

River Liffey

Cheguei em Dublin na tarde do dia 03 de agosto. Como é bem comum por lá, estava nublado… Fiquei com muito medo de ser barrado pela imigração, pois o oficial estava claramente desconfiado, fez muitas perguntas e pediu pra ver reserva do hotel, bilhete do voo de volta, enquanto que outras pessoas ele tinha liberado rapidamente… Fiquei bem nervoso ao responder às perguntas, mas fui liberado.

Lá no aeroporto, eu peguei um ônibus até a O’Connell Street, uma das principais ruas do centro de Dublin e então pedi informação até achar a estação do Luas (sistema de Veículo Leve sobre Trilhos). O Luas me deixou a alguns metros do hostel.

FIquei hospedado no Generator Hostel, uma rede de hostels presente em mais quatro ou cinco cidades da Europa. O Generator de Dublin começou a funcionar há pouco tempo, assim as diárias estavam em promoção e bem em conta: € 10 (quarto coletivo, sem direito a café da manhã). Esse foi o hostel com a melhor estrutura que já conheci. Além de camas, colchões e estrutura toda nova, ele é bem seguro, limpo, possui uma sala com projetor e poltronas pra assistir filme e jogar vídeo-game, computadores pra acesso gratuito e até um bar. A localização dele também é muito boa, em frente a um supermercado e perto do centro da cidade.

Centro comercial de Dublin Arquitetura padrão da cidade
Gastei muito tempo nos dois primeiros dias em Dublin pesquisando preços de celular e câmera fotográfica, pois perdi o celular em Istambul e eu tinha pretensões de comprar uma câmera melhor. Gastar tempo com compras é uma das piores coisas que se pode fazer numa viagem, além disso os preços lá nem estavam tão interessantes… Acabei não comprando a câmera e comprei um HTC Wildfire, que roda Android 2.2 e tem uma câmera de 5MP razoável. Esse tempo perdido acabou fazendo falta mais tarde…

Nos primeiros dias, meu inglês elementar não me permitiu conversar muito, apesar de eu ter tentado bastante. A partir do segundo dia de aula, foi que consegui levar umas conversas. Conheci muita gente, de diversos lugares do mundo e conversei bastante nessa viagem. O curso não foi tão produtivo quanto o de espanhol que fiz na Argentina no ano passado, mas consegui melhorar muito minha compreensão e minha fala.

River Liffey num dia de Sol

Em minha primeira semana lá, o tempo estava quase sempre nublado. Era raro o Sol aparecer. Um dia, enquanto eu andava na rua que margeia o Rio Liffey, o Sol saiu detrás das nuvens e fez tudo reluzir. É incrível como tudo muda com mais luz. A cidade parece ganhar mais vida. Sempre que isso acontecia, me lembrava de “Here comes the sun“, dos Beatles. Agosto é o mês mais chuvoso em Dublin, porém a chuva geralmente era bem fina e rápida e não chegou a atrapalhar meus planos. A temperatura estava bem agradável, só à noite que fazia um pouco mais de frio…

Temple Bar, o pub mais famoso de Dublin Música tradicional no Cobblestone Pub
Dublin não é uma grande metrópole e não oferece muita coisa pra fazer… Achei ruim que quase todos os museus e galerias fecham às 17h (mesmo anoitecendo às 22h em Agosto). Depois desse horário, não havia muita opção, além de ir para os pubs, que são muito legais, principalmente pela música ao vivo, presente em praticamente todos eles durante as tardes e noites. Os pubs mais frequentados da região de Temple Bar costumam ter música folk e rock. Os mais tradicionais, por sua vez, dão preferência pela música tradicional irlandesa. A decoração dos pubs mais tradicionais é bem interessante também. Outra coisa boa é que não é cobrado couvert artístico… inclusive se não quiser consumir nada, você pode ir lá só pra apreciar a música.

Gostei também dos parques de Dublin, da tranquilidade das ruas, do River Liffey (um rio limpo!) dividindo a cidade em norte e sul… Nos próximos posts, contarei um pouco mais sobre Dublin e a cultura irlandesa.

Rua vizinha ao Aviva Stadium Iveagh Gardens

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