Arquivo | estudos RSS desta seção

Civic Hacking, Dados Públicos e P2PU

Em março e abril foi realizado o curso de Civic Hacking na Peer 2 Peer University. A P2PU é uma iniciativa que incentiva a criação de grupos de estudos online e funciona assim: alguém propõe ministrar um curso, abre-se o período de inscrições para os estudantes interessados, é realizada a seleção e o curso é realizado com ferramentas online e recursos educacionais abertos. O curso de Civic Hacking, foi um dos três primeiros ministrados em português na P2PU.

Civic hacking é um termo que diz respeito às novas formas de ação na esfera pública interconectada, o que algumas vezes é denominado de ativismo online. São ações estabelecidas por meio da apropriação da tecnologia buscando provocar transformações sociais.

O curso teve duração de seis semanas e compreendeu tanto discussões teóricas a respeito do tema quanto atividades práticas, como a elaboração de uma linha do tempo da Lei Azeredo (e principalmente dos protestos contra esta) e a criação de um mashup com dados públicos. Foi também produzido um tutorial de ferramentas de visualização de dados e de mashup e eu colaborei com uma visualização comparando os gastos de alguns estados brasileiros em algumas pastas de governo.

Já a questão dos dados públicos foi um dos temas que mais motivou os debates teóricos. Informações públicas disponibilizadas na internet devem ser consideradas como uma necessidade básica de qualquer democracia. Apesar de já existirem alguns portais de transparência pública com estes dados, são necessários muitos avanços, seja na quantidade de dados disponíveis como na forma de disponibilização.

Apesar de ter sido muito proveitoso participar do curso, percebi que preciso avançar muito em relação à auto-disciplina, pois esta é fundamental em um processo de aprendizagem informal, sem exigência de frequência, provas e notas.

Quem se interessou por Civic Hacking, pode acessar a página do curso na P2PU e também os arquivos da lista de discussão. Em breve, novas turmas devem ser abertas na P2PU.

Produção de vídeos em dispositivos portáteis

Ontem assisti a uma palestra do Philipe Barcinski e Marco del Fiol sobre as oficinas do Claro Curtas. Eles são diretores de cinema, ultimamente têm trabalhado com educação audiovisual e estão nesse projeto da Claro para difundir a produção de vídeos com celulares e outros dispositivos portáteis. Na palestra, eles falaram bastante sobre a metodologia que estão usando nas oficinas. Seguem minhas anotações:

- A metodologia adotada coloca a prática antes da teoria;
- Fazer os alunos se preocuparem com o enquadramento – motivo nº 1 de vários vídeos caseiros do youtube serem ruim
- Aprendizagem devolutiva – analisar o que é feito pra perceber os erros e o que pode melhorar. “As pessoas fazem muitas fotos e dedicam pouco tempo para analisar o que é feito”.
- Trabalhar o Olhar – a experiência deles foi estimular os alunos a fotografar linhas e curvas e teve um bom resultado!
- As novas mídias proporcionam uma abordagem individual, tática, sem barreiras em relação ao audiovisual

E também mostraram exemplos de vídeos com uma linguagem bem ligada às novas mídias. Veja abaixo os dois que mais gostei:

The Longest Way 1.0 – one year walk/beard grow time lapse from Christoph Rehage on Vimeo.

Soundscapes – by Ace Norton from IE HAGY on Vimeo.

Grupo de Software Livre na UFRB

Em junho, ajudei a criar o Grupo de Estudos e Práticas Laboratoriais em Software Livre e Multimeios da UFRB, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (que é onde eu trabalho!). A idéia de formar o grupo surgiu a partir de conversas que tive com o professor Ricardo Orlando, que sempre estudou assuntos relacionados à tecnologia e comunicação.

A proposta que temos é de atuar em quatro frentes de trabalho:

- Estudo teórico acerca de software livre e temas relacionados, como capitalismo cognitivo, produção colaborativa, cultura libertária, creative commons etc.

- Atividades de capacitação e disseminação do uso do software livre, em especial daqueles utilizados na produção de conteúdo audiovisual, gráficos e impressos.

- Realização de trabalhos experimentais em multimídia a partir do uso de ferramentas livres.

- Colaboração com as redes de ativismo e desenvolvimento de software livre.

Já fizemos algumas reuniões e acabamos de aprovar, no edital da PROEXT/MEC, um projeto de extensão voltado para a disseminação do software livre nas escolas públicas das cidades de Cachoeira e São Felix. Entre as atividades do projeto está a realização de cursos de software livre para professores e alunos das escolas públicas e da UFRB. Além disso, realizaremos um grande seminário no ano de 2010 que debaterá os temas que o grupo se propõe a estudar.

Site do grupo: http://www.ufrb.edu.br/linklivre/

On / Off

Passei mais um período longe deste blog, como já é habitual. Sempre alterno entre períodos de atividade e inatividade.

Estou planejando migrar pra meu domínio próprio, o wille.blog.br. Já comprei o domínio, mas só quero estreá-lo após fazer um tema de wordpress. Como não sou muito bom em design, pode demorar um pouco. De toda forma, quero utilizar um tema feito por mim mesmo para que o blog tenha mais minha cara.


Não contei pra muita gente, mas conquistei uma vaga no curso Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Exatas e Tecnológicas da UFRB (a universidade em que eu trabalho). Entrei no curso como portador de diploma. O motivo de eu ter contado pra pouca gente sobre ele é que não sei o exatamente o quanto vou conseguir me dedicar. O bacharelado interdisciplinar é uma nova modalidade de cursos que o MEC vem incentivando. No caso deste bacharelado, consiste de três anos de matérias comuns à maioria dos cursos de exatas. Após este período, o aluno pode completar os estudos com mais dois anos de alguma engenharia, de um curso de física ou de matemática. Acho a ideia interessante, porém considero que três anos é muito tempo para a parte comum e dois anos pouco pra parte específica… Minha matrícula foi hoje e as aulas estão começando esta semana. O horário está muito mal distribuído ao longo da semana, o que vai dificultar bastante minha frequência nas aulas. Todavia, vou tentar cursar três matérias neste semestre: Cálculo I, Geometria Analítica e Processamento de Dados I. Vamos ver no que dá…


Há cerca de um mês, mudei de casa, mas continuo em Cachoeira. Agora tenho uma moradia mais confortável, o que ajuda bastante a levar a vida nesta cidade.


Mês que vem vou participar do IV Festival de Software Livre da Bahia, em Salvador. Estive na última edição e gostei muito. Esta promete ser melhor ainda. Também ando pensando em ir para o FISL 10, em Porto Alegre, no final de Junho. Vou formatar dois artigos pra inscrever no workshop de trabalhos acadêmicos. Se algum deles for aprovado, com certeza irei.


Próximo fim de semana, aproveito o feriado local de 13 de março pra dar um pulo em Aracaju. Três dias de praia, trabalho em GNU/Linux e amigos/as (pensando em estender por mais um dia!).


Até mais…

Especialização em Engenharia de Software

Comecei a fazer uma especialização em Engenharia de Software com ênfase em software livre. O curso é ministrado à distância pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Eu preferiria fazer uma especialização presencial, mas como gostei muito do tema, resolvi cursar esta mesmo. Depois que terminar a especialização, quem sabe tento um mestrado em alguma área de computação.

Ainda não deu pra sentir se a metodologia é boa, o que eu posso dizer até agora é que a Universidade envia o material didático pelo correio, ano que vem acontecerão dois encontros presenciais, com aulas, realização de provas e apresentação da monografia. Além disso, existe o ambiente virtual de aprendizagem, com fóruns, chat, mais material didático. A plataforma utilizada no ambiente virtual é o popular Moodle.

Better Tag Cloud