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Mudança: Feira de Santana

Vista da janela do meu quarto

Faz um mês que mudei de casa e de cidade. Depois de três anos e meio em Cachoeira, resolvi experimentar Feira de Santana. O motivo para a mudança foram vários. Já estava cansado da monotonia de Cachoeira e de dividir casa. Além do custo do aluguel que lá é mais ou menos o mesmo que aqui.

De certa forma, é um retorno à vida que eu levava em Aracaju. Morar só num kitnet, ter uma varanda e uma ampla visão do céu. Falta ainda a praia perto…

Comecei a fazer natação e tenho descoberto as coisas que a cidade oferece. Pelo que vi, sempre tem peças de teatro e shows em barzinhos. Aqui perto de casa tem uma boa pastelaria. Há também um bar/café que parece ser interessante e uma pizzaria.

Como a cidade não é muito extensa e moro próximo ao centro, posso ir de bicicleta para quase todos os locais. O transporte público é bem ruim. Tenho tido dificuldade em localizar os pontos de ônibus, pois poucos estão sinalizados com placas. Outra coisa que dificulta é que os ônibus não tem aquela plaquinha na lateral indicando o roteiro. Felizmente, não dependo deles. Posso ir para a rodoviária pegar o ônibus para ir trabalhar em Cachoeira andando mesmo.

Velejando

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Acho que já escrevi aqui sobre minha paixão por barcos, em especial veleiros… Já li vários livros sobre aventuras de velejadores e o sonho de velejar acabou entrando na minha cabeça. Ontem, a convite de meu amigo Roberto Duarte, naveguei num veleiro pela primeira vez. O passeio foi pela Baía de Todos os Santos, saindo da Ribeira e indo até a área entre o Porto de Aratu e a Ilha de Maré. Foi uma ótima experiência ver o barco navegando silenciosamente apenas com a força do vento. Também ajudei no trabalho de ajustar os cabos, subir e descer as velas e até assumi o leme por alguns minutos!

Navegando na Baía de Todos os Santos

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2011-2012 – The Holstee Manifesto

Ano passado fiz um post com metas para o ano de 2011. Acabei de reler aquelas metas e creio que consegui cumprir quase tudo, exceto a principal meta: a de estudar bastante.

Meus estudos se concentraram no Inglês, mesmo assim ainda não estou no nível que eu gostaria. Aprendi pouco de programação, li poucos livros técnicos e, como o Espanhol não é muito presente no meu cotidiano, estudei pouco também… Esses são pontos a melhorar esse ano para que eu consiga fazer as mudanças que pretendo desde o ano passado.

Ainda estou descobrindo minhas metas para esse ano e acho que não vou publicá-las, no entanto hoje encontrei um vídeo que define muito bem o que querer não só para um ano, mas para toda a vida:

Quem quiser ver com legendas em português, acesse no Universal Subtitles.

Istambul

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Embarquei para Istambul às 23h do dia 01/08 em São Paulo. Como comprei a passagem para Dublin por uma empresa aérea da Turquia, era necessário fazer uma conexão lá em Istambul. O voo foi muito tranquilo, acho que dormi cerca de 6h. Da janela do avião, consegui ver o deserto do Saara e também a cidade de Palermo, na ilha da Sicília!

A chegada em Istambul foi às 17h da tarde (no fuso de lá). Passei pelo controle de passaportes, que é bem tranquilo, pois não é necessário visto prévio e não te fazem nenhuma pergunta, nem exigem nada. Depois fui procurar o Hotel Desk da Turkish Airlines no aeroporto, pois eu tinha visto no site da empresa, que ela oferecia hospedagem gratuita para quem tivesse que ficar mais de 10h em Istambul aguardando a conexão. Lá no Hotel Desk conheci um brasileiro que também estava indo pra Dublin. Uns 30 minutos depois uma van da Turkish nos levou para o hotel e lá conhecemos mais uns brasileiros e resolvemos sair juntos pra conhecer o centro da cidade.

Como o hotel era bem afastado do centro da cidade, foi bom andar em grupo, pois pudemos dividir um táxi e conhecer vários locais. Primeiro fomos na Sultanahmet, uma praça onde estão algumas construções históricas de Istambul, como a Basílica de Santa Sofia e a Mesquita Azul. Como já era noite, não pude entrar em nenhum desses lugares. Pude ver algumas pessoas em frente a uma mesquita, tirando os calçados e fazendo a posição para rezar. Vi também muitas mulheres com véu na cabeça ou vestindo a burca. Mesmo considerando a burca uma opressão contra as mulheres, foi interessante ver de perto uma cultura tão diferente.

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Paramos para comer um ótimo kebab e comemos mais uma coisa que não lembro o nome, mas eram uns vegetais ralados e enrolados numa folha. Os turcos gostam muito de tomate e de pepino, os servem até no café da manhã! Azeitonas e frutas secas são bem populares por lá também. No café da manhã do hotel, conheci uns queijos, mortadelas e salsichas bem diferentes.

Depois de comer, caminhamos mais um pouco pelos arredores e, em seguida, pegamos um táxi para passar para a parte da cidade chamada de Gálata. Lá caminhamos pela avenida Istiklal, uma rua de pedestres como as que existem em qualquer grande cidade. A Istiklal parece interminável e, mesmo à noite, com poucas lojas abertas, havia muita gente circulando.

Depois de quase 30 minutos caminhando, pegamos um táxi pro hotel. O taxista era um maluco que em grande parte do trajeto andou a mais de 150 km/h! Em alguns momentos, o ponteiro bateu nos 200 km/h! Nessa rodovia que a gente estava, o limite de velocidade era 120 km/h… Tentamos pedir pra reduzir, mas ele não levou a sério. Então, o único jeito foi curtir a experiência e respirar aliviado após cada curva e ultrapassagem que o maluco fazia. Pra completar, ele não conhecia a rua do hotel e teve que dar algumas voltas no bairro pra encontrar. Lá em Istambul me pareceu muito comum dirigir sem cinto de segurança.

Gostei muito do verão de Istambul. Início de noite com temperatura agradável, muita gente nas praças e nas ruas até tarde e muita diversidade de culturas.

Minha primeira passagem por Istambul terminou aí. No outro dia, só deu tempo de tomar café e ir para o aeroporto pegar o voo pra Dublin.

Volta

Na viagem de volta para o Brasil, cheguei mais tarde em Istambul, por volta de 20h30. No controle de passaportes, o oficial era um cara jovem, mais ou menos da minha idade. O cara olhou a capa do passaporte e falou: “Ohhh! Brazil!!! I like Brazil!“. Daí carimbou o passaporte sem pensar duas vezes, me perguntou como se fala “Hello!” em português e disse que gostava muito do futebol brasileiro. A recepção amistosa e a temperatura mais amena me lembraram que o frio irlandês tinha ficado pra trás.

Fui ao Hotel Desk solicitar a hospedagem e dessa vez tive mais sorte: me colocaram num hotel bem perto do centro da cidade! Quando cheguei no hotel já passava das 21h, então não me aventurei a sair pela cidade. Só procurei um lugar perto do hotel pra comprar algo pra comer e procurei saber se era seguro sair de manhã cedo pra conhecer alguns locais.

No quarto do hotel, fiquei assistindo a Al Jazeera em inglês até o sono chegar. O tema principal era a iminente queda de Kadafi na Líbia. Depois passou um documentário que achei interessante sobre a discriminação sofrida por muçulmanos nos Estados Unidos, principalmente após o 11 de setembro.

No dia seguinte, acordei às 5h30 da manhã, tomei banho e peguei um táxi para visitar novamente a Sultanahmet Square, mas agora com luz do sol. Depois andei por algumas ruas até a orla do belo Mar de Mármara. Muitas fotos depois, voltei para o hotel para tomar café e pegar a van para o aeroporto.

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Alguns pontos sobre Istambul:

  • Pouca gente fala inglês em Istambul. Taxistas, garçons e vendedores geralmente sabem pouca coisa além de dizer o preço dos produtos, hello e thank you. Penso que é um lugar muito interessante pra voltar e conhecer melhor, porém o ideal seria saber falar a língua turca pra poder conversar com as pessoas e conhecer a fundo a cultura do lugar.
  • Antes de viajar, eu assisti um documentário chamado “Crossing the bridge – The sound of Istanbul“. É um bom documentário sobre a música de lá.

Algumas fotos…

As fotos são quase todas da viagem de volta, pois a câmera que eu levei não funciona bem com pouca iluminação.

Atualizando…

Mais uma vez, deixei o blog bastante tempo abandonado… para compensar, vou tentar resumir alguns acontecimentos desse período.

FISL
Esse ano não fui ao FISL… apesar de ter conseguido assistir bastante coisa pela TV SL, fiquei arrependido de não ter ido. A programação tava muito interessante, com vários temas novos e debates importantes. Bateu também saudade de Porto Alegre! Pretendo ir na Latinoware esse ano e talvez no Encontro Nordestino de Software Livre, em Maceió. No ano que vem, não quero faltar ao FISL.

OpenStreetMap
Tô colaborando bastante com o OpenStreetMap, um projeto que tem o objetivo de produzir mapas colaborativamente na rede e com a mesma filosofia do software livre (usar e modificar livremente os mapas desde que mantenha essa mesma liberdade). Recebi um aparelho de GPS emprestado do OSM Brasil e consegui envolver mais alguns professores e alunos da UFRB em um projeto de mapeamento das cidades do Recôncavo. Além de produzir o mapa das cidades, vamos fazer um pequeno mapeamento cultural, disponibilizando informações em texto, foto, áudio e vídeo sobre os locais mais relevantes da cidade. Pedalei 14 km em Cachoeira com o GPS para fazer o mapeamento de grande parte da cidade. O resultado disso já tá no OSM.

Deixando o recôncavo de lado, também já tracei e identifiquei as ruas de vários bairros de Brumado, minha cidade natal, mas como lá tinha disponível imagens de satélite, não precisei percorrer as ruas com o GPS. Uma questão que tenho pensado a respeito, é como envolver mais gente nesse processo de modo que a atualização dos dados do mapa posteriormente não dependa apenas de mim.

Curso de GNU/Linux
Ministrei um curso de Introdução ao GNU/Linux para alunos de Ciências Exatas da UFRB. Gostei do resultado, apesar de 2/3 da turma que só estava lá por causa do certificado, tinha 1/3 com muito interesse em aprender… Algo que me agradou muito é que consegui ser bastante organizado, preparei bem as aulas e os slides. O ruim foram as dificuldades na infraestrutura do laboratório (computadores problemáticos e internet lenta). Utilizei o Ubuntu 10.10 no curso. No segundo semestre vou ministrar esse curso pelo menos pra mais uma turma. Tô a fim de organizar um grupo pra estudar Python e fazer uns coding dojos.

Estudos
Em relação aos estudos, desde abril me perdi na desorganização. A única coisa que tenho conseguido estudar é Inglês. Tenho utilizado os Podcasts do ESL Pod, algumas coisas da BBC Learning English e uma gramática que comprei ano passado. Por falar nisso, vou pra Dublin (Irlanda) em agosto fazer um intensivo de inglês de duas semanas. Preferia viajar pela América do Sul, mas tenho sentindo muita necessidade de compreender e falar inglês minimamente bem. A viagem tem conexão em Istambul na ida e na volta e como o tempo de espera é bem longo, acho que vou conseguir dar uma volta pela cidade. Eu deveria ter me atentado dessa possibilidade e escolhido vôos com um intervalo ainda maior em Istambul…. Comecei a estudar um pouco da língua turca, só pra dizer bom dia, obrigado, etc e tal…

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