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os 10+ da linha de comando!

Execute o comando:

history|awk ‘{a[$2]++ } END{for(i in a){print a[i] ” ” i}}’|sort -rn|head -n 10

e veja quais os dez comandos mais utilizados no terminal do gnu/linux. O meu resultado foi:

68 su
60 mplayer
28 cd
27 df
26 ffmpeg
20 top
15 xine
15 man
15 ls
15 gmplayer

O número ao lado mostra o número de vezes que eles foram executados. Alguns comandos como o xine, gmplayer e ffmpeg eu nem utilizo tanto, mas nos últimos dias tentei resolver uns problemas nesses softwares, o que fez as estatísticas subirem… Uso muito o df -h pra ver o espaço livre no hd e pendrives e o top pra monitorar o que tá acontecendo na máquina.

A dica veio do Liquuid na lista de discussão MetaReciclagem.

combatendo o google

Já está no ar a versão alpha do wikia search, um motor de busca de código aberto. Por enquanto, a qualidade da busca ainda é baixa, mas podemos contribuir criando definições para os termos de busca mais populares. Vale a pena contribuir com essa iniciativa, pois os buscadores são hoje uma parte importante da infra-estrutura da internet. E, se o buscador não nos revela os critérios de classificação das páginas na busca, estaremos reféns da informação que ele julgar ser importante para nós.

Por falar em buscador, resolvi boicotar o google analytics. O analytics é um script que está inserido em inúmeras páginas da internet e informa ao google quais sites acessamos, onde clicamos e muitas outras informações. Para bloquear o google analytics, instale a extensão Adblock Plus no firefox e configure o bloqueio aos seguintes endereços:

http://www.google-analytics.com/ga.js

https://ssl.google-analytics.com/urchin.js

http://www.google-analytics.com/urchin.js

https://ssl.google-analytics.com/siteopt.js*

https://ssl.google-analytics.com/urchin_beta.js

Em menos de 24h de uso, o Adblock já bloqueou o script do google 80 vezes!

Vídeo – Sérgio Amadeu no II ENSL

slide da palestra do amadeu

Pra encerrar o ano, publiquei um vídeo com alguns trechos da palestra do Sérgio Amadeu no II Encontro Nordestino de Software Livre. O evento aconteceu no final de setembro e eu já deveria ter publicado este vídeo há tempos… no entanto, o tema da palestra permanece atual: os ataques empreendidos pelas grandes empresas de comunicação e de software proprietário à liberdade da/na internet.

O vídeo tem 6 minutos de duração e tá no formado OGG Theora [Download (46,6 MB)].

um papo sobre apropriação tecnológica

wille diz:
idéia: projetar um ebook em um prédio e sentar com uma cadeira na rua pra ler.

Marla diz:
ué, vc pode sugerir essa intervenção lá no blog do tig (nota do blogueiro: TIG é um grupo que promove intervenções urbanas unindo arte, tecnologia e interatividade, a primeira intervenção programada é uma projeção de laser verde na avenidapaulista!)

eles podem filmar as pessoas lendo

pode ser um texto metalinguístico, falando sobre novas formas de comunicação e utilização de recursos tecnológicos

ou uma coisa da moda, tipo “o código da vinci” se fosse 2006

wille diz:
é bom pra quando a polícia chegar: “não seu guarda, a gente vai ler um livro aqui. não é baderna.”

Marla diz:
aí ficaria mais clara a mensagem de “você pode usar um novo recurso para fazer uma coisa usual”

que é o sentido da maioria das tecnologias que são acessíveis ao consumo… ninguém inventa coisas equivalentes ao teletransporte não só por causa da limitação tecnológica mas por causa da limitação ideológica

não conseguimos pensar em algo totalmente novo, inventamos mp3 portátil pra substituir o velho discman

Marla diz:
é, seria massa! vc não acha?

wille diz:
massa!

Marla diz:
que a limitação da produção pode refletir não só a limitação das condições mas também a limitação da imaginação?

wille diz:
lindo!

Liberdade no mundo digital

Complementando o post sobre a campanha por um debate mais amplo do projeto de lei de controle da internet, coloco um texto que resume bem minha postura frente às tentativas de controle sobre o ciberespaço.

Acho que tá muito longe o dia em que uma LEI consiga controlar a internet…

DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DO CIBERESPAÇO 

Por John Perry Barlow

Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são bem vindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.

Os governos derivam seu justo poder a partir do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam os nossos. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.

Não temos governos eleitos, nem mesmo é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.

Eu declaro o espaço social global aquele que estamos construindo para ser naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.

Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construí-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Isso é um ato da natureza e cresce por si próprio por meio de nossas ações coletivas.

Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.

Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como uma desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.

Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.

O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios, tabelados como uma onda parada na rede das nossas comunicações.

Nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.

Estamos criando um mundo que todos poderão entrar sem privilégios ou preconceitos de acordo com a raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.

Estamos criando um mundo onde qualquer um em qualquer lugar poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular, sem temer que seja coagido ao silêncio ou conformidade.

Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.

Nossas identidades não possuem corpos, então, diferente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética, compreensivelmente interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão ser distribuídas através de muitas de suas jurisdições.

A única lei que todas as nossas culturas constituídas iriam reconhecer é o Código Dourado. Esperamos que sejamos capazes de construir nossas próprias soluções sobre este fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.

Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.

Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias com responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.

Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado; a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.

Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.

Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar que clamam por nosso próprio discurso pelo mundo.

Essas leis iriam declarar idéias para serem um outro tipo de produto industrial, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.

Essas medidas cada vez mais coloniais e hostis os colocam na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.

Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.

Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.

Davos, Suíça, 8 de fevereiro de 1996.

John Perry Barlow é um fazendeiro de rebanho aposentado, um lírico do Grateful Dead e co-fundador da Eletronic Frontier Foundation (Fundação da Fronteira Eletrônica).

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